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Grupos de Trabalhos

Coordenadores

Gestão nos diferentes contextos

A proposta deste GT emerge das discussões do Grupo de Pesquisa “Gestão Educacional nos Diferentes Contextos” vinculado à Universidade La Salle de Canoas, Brasil, sob a liderança do Prof. Dr. Paulo Fossatti. Ligada ao Eixo Políticas Públicas e Educação do X Sincol, a proposição deste Grupo de Trabalho visa a abrigar e fomentar discussões voltadas a um interveniente significativo das políticas e da educação em seu bojo: a gestão, nos seus diferentes contextos. O referido Grupo investiga os processos de gestão educacional em instituições de educação básica e superior no país, por meio de seus discursos e práticas em diferentes contextos culturais. Propõe-se a estudar a identidade institucional, as ferramentas de gestão, a formação de gestores e a qualidade de vida no trabalho. As pesquisas buscam temas que convergem para a criação de um modelo de gestão na educação em âmbito local e regional e suas interfaces no mundo globalizado, a partir de projetos desenvolvidos ou em andamento, envolvendo as seguintes temáticas: Produção de sentido na docência; Governança e Inclusão, em especial de jovens e adultos de classes populares. Além disso, aborda a inovação e qualidade na docência e as causas da evasão na Educação, discute as formas de governo de instituições educativas, desde o âmbito da Educação Básica até a Educação Superior. Neste cenário, é impossível não convergir para aspectos emergentes como a inovação, as formas de relacionamento com o mercado, a responsabilidade social e os espaços formais e não formais de desenvolvimento de pessoas. Nessa perspectiva, no presente GT poderão ser apresentados trabalhos que busquem socializar práticas inovadoras de gestão em diferentes contextos, da Educação Básica à Educação Superior. Da mesma maneira, são bem-vindas pesquisas que tenham como escopo refletir sobre as formas de relacionamento da gestão escolar com o mercado, ou que almejem aprofundar os saberes sobre a responsabilidade social da gestão em diferentes contextos. Igualmente, serão aceitos estudos que objetivem contribuir para a construção de uma rede de multiplicadores de boas práticas de desenvolvimento de pessoas em contextos educativos formais e não formais.
Prof. Paulo Fossatti
Prof. Henrique Guths
Prof. Hildegard Susana Jung
Políticas e práticas de gestão educacional e do trabalho docente

No âmbito das políticas educacionais, embora sem consenso, tanto as pesquisas acadêmicas, quanto as atividades de planejamento, execução e avaliação de políticas pelas diversas escalas da administração pública, têm dado acento às questões relativas à docência e à gestão educacional e escolar como condições essenciais para o desenvolvimento educacional do País. Neste contexto, este Grupo de Trabalho propõe-se a debater políticas e práticas de gestão educacional e do trabalho docente com especial enfoque aos sistemas públicos de educação e às suas escolas e sujeitos. Acolhe trabalhos cujas tônicas estejam vinculadas a abordagens teóricas e metodológicas de pesquisas, resultados finais ou parciais de estudos, assim como relatos de experiências vinculados às temáticas em tela. Fundamenta-se na lógica da aplicação na prática das políticas educacionais, que compreende uma visão linear da vida das políticas como obsoleta, sendo necessário que os referenciais de análise estejam associados ao contexto multifacetado contemporâneo.
Prof. Almir Paulo dos Santos
Prof. Robson Olivino Paim
Prof. Sandra Simone Höpner Pierozan
Perspectivas e desafios para o Ensino Médio no Brasil

Este GT objetiva discutir e analisar as diretrizes e consequências da lei 13.415/16, que modifica a estrutura curricular do Ensino Médio sem, contudo, atacar seus principais problemas, como a indefinição de um perfil de uma escola de nível médio (ou falta de identidade desse segmento), altas taxas de evasão, baixas taxas de matrículas e desinteresse dos alunos. A nova lei, em seu art. 36, parágrafos 8º e 9º, determina que somente serão obrigatórias, ao longo dos três anos do Ensino Médio, as disciplinas de Inglês, Português e Matemática e condiciona as demais disciplinas à aprovação da Base Nacional Comum Curricular. Retira, portanto, a obrigatoriedade das disciplinas de História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Química, Física, Biologia, empobrecendo e retirando do aluno o acesso ao conhecimento produzido pela humanidade. A proposta deste GT caminha no sentido de reconhecer a necessidade de algum tipo de mudança no Ensino Médio. Entretanto, compreende-se que a reforma sancionada não atinge os principais problemas acima referidos, caracterizando-se mais por um enxugamento curricular do que por uma política pública orientada para o fortalecimento desse segmento, como se observou nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Parecer CEB/CNE nº15/98) – que propõem o desenvolvimento de competências básicas, interdisciplinaridade e contextualização dos conteúdos –; e no lançamento pelo MEC do Projeto Ensino Médio Inovador (2009), visando a melhoria desse nível de ensino. O sentido das propostas anteriores à lei 13.415/16 orientavam-se por ações centradas na educação científica e humanista, na valorização da leitura, em uma aproximação entre a teoria e a prática, e na utilização de tecnologias e o desenvolvimento de metodologias criativas e emancipadoras. Assim, este GT aceitará artigos que contribuam para o debate sobre as implicações provenientes da lei 13.415/16 em suas múltiplas abordagens.
Prof. Fernando Gaudereto Lamas
Ptof. Fabiana Andrade da Costa Vieira
Prof. Marcelo Romero
Formação Humana Integral e o Programa Novo Mais Educação (PNME): dilemas de uma política pública educacional incompleta

A proposta do grupo de trabalho (GT) é relacionar o conceito de Formação Humana Integral (FHI) exposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) homologa no final de 2017 com a proposta de Educação Integral (EI) ensejada no Programa Novo Mais Educação (PNME), desenvolvida no âmbito da Secretária de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC) em parceria com estados e municípios. Almeja-se apresentar a vinculação destes conceitos, a saber FHI e EI, a partir da BNCC e sua implementação nos currículos das escolas de todo o País. Outro ponto de discussão é o desafio de implantar a Educação Integral, em pelo menos 50% das escolas públicas ou 25% das matrículas até 2024, conforme determina o Plano Nacional de Educação (PNE, 2014). Diante disso, a escola assume um papel fundamental na tentativa de assegurar que todos tenham uma formação humana integral, por meio de uma clara proposta de desenvolvimento integral. Somado a isso e sendo a BNCC também um norteador no processo de formação, é imprescindível discutir e avaliar como estas duas políticas públicas se relacionam. Sendo assim, este GT se justifica com o propósito de investigar à correlação existente entre a BNCC com o PNME no que tange aos conceitos de Formação Humana Integral, Educação Integral e Escola em Tempo Integral. Visa, ainda, contextualizar a implementação da BNCC nas redes de ensino dos estados e municípios e, também o desenvolvimento do PNME nas escolas cadastradas no Programa. Outro ponto a ser observado será os estudos que apresentem os desafios, limitações e potencialidade da BNCC, especialmente no contexto da Educação Integral. O GT está vinculado ao eixo temático Políticas Públicas e Educação, tendo em vista que este propõem-se a discutir as interfaces entre a Educação Integral, a BNCC, seus Programas e o PNE, compreender como estas duas políticas públicas se arrolam, como estão sendo implementadas e avaliadas é fundamental no atual contexto educacional brasileiro.
Prof. Larissa de Lima Trindade
Prof. Élsio José Corá
Prof. Oto João Petry
Educação em Direitos Humanos e Diversidades

O GT se propõe a discutir temáticas contemporâneas relacionadas à educação, direitos humanos e diversidades nos seus mais diversos aportes: educação e direitos humanos, educação e migração, educação do campo, educação na terceira idade, educação e desenvolvimento, educação intercultural indígena, educação quilombola, educação e bem-viver, educação e diversidade cultural, educação e gênero.
Prof. Maria de Lourdes Bernartt
Profº. Leonel Piovezana
Políticas e gestão educacional

A propositura do Grupo de Trabalho em Políticas e Gestão Educacional vincula-se ao movimento crescente no âmbito da formação de profissionais pesquisadores do campo educacional que se articulam em redes colaborativas ampliadas para compartilhar saberes, divulgar resultados de estudos e pesquisas, difundir práticas inovadoras, estimular a elaboração e implantação de políticas, programas e ações que favoreçam o desenvolvimento de processos formativos e de gestão educacional acessíveis e plasmados por princípios que valorizam a dignidade humana, a afirmação da cidadania e emancipação plena de mulheres e homens nas suas singularidades existenciais em nível local, regional e planetário. As questões que envolvem as discussões a partir das políticas de organização da gestão educacional colocam-se para além das vivências escolares-institucionais; pretendem posicionar-se em contextos mais ampliados e que consideram a dinâmica da economia transnacionalizada com suas implicações nas culturas locais e globais como elemento importante nas análises e formulações de protagonismos no campo das políticas e gestão educacional. O GT Políticas e Gestão Educacional insere-se no Eixo Temático Políticas Públicas de Educação do X Simpósio Nacional de Educação e tem por objetivo suscitar discussões sobre a produção do conhecimento no campo das políticas e gestão educacional, apontar possibilidades de atuação nesses campos epistemológicos e sociais que favoreçam a materialização de protagonismos dialógico – emancipadores em contextos da educação básica e superior. Neste sentido, terão destaque os trabalhos que trazem à luz reflexões crítico-propositivas, modos e modelos de gestão em curso nas redes municipais e estaduais da educação básica, e superior. Reconhecemos a relevância de produzirmos estudos acerca das políticas educacionais, das formas de gestão, de avaliação e das estratégias de organização das atividades escolares. O GT tem como expectativa receber artigos que abordem a temática das Políticas de Gestão Educacional a partir da perspectiva de ampliação do tema, abordando questões educacionais e suas relações com as dimensões sociais, políticas, culturais, ambientais e econômicas. O GT espera ser um espaço multidisciplinar de diálogo sobre a temática em questão com ênfase nas inovações nas políticas e gestão educacional para a educação básica e superior. Serão aceitos até vinte trabalhos por sessão. A apresentação terá a duração de até trinta minutos, dos quais vinte minutos serão destinados para a apresentação do trabalho e dez minutos para os debates. Descritores: Políticas educacionais; Gestão escolar; Inovações na Gestão educacional.
Prof. Oto João Petr Prof. Chaiane Bukowski Prof. Mestre Rosane Fátima Vasques

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Coordenadores

Tecnologia e inovação: processo de ensino/mediação e aprendizagem em foco

Neste contexto de mudanças profundas no âmbito econômico, político e educacional, de um olhar voltado para uma visão global de um mundo estruturado na percepção da complexidade, se integram o analógico e o digital, o real e o virtual, o humano e a máquina, o offline e o online, coabitando nas diversas formas de educar e educar-se. O uso das tecnologias está, cada vez mais, presente na sociedade e nas instituições educativas, levando à necessidade de focar as discussões de forma inter/pluridisciplinar, nas diversas áreas e cursos que se envolvem em busca de uma inovação educacional. Fala-se no nativo digital, gerando a necessidade de se voltar para uma Pedagogia que rompa com paradigmas da linearidade, da racionalidade técnica, das generalizações e se pratiquem pedagogias emergentes, metodologias inovadoras e no impacto que estas podem ter no desenvolvimento de competências nos cursos de formação de profissionais para o milênio que se inicia (neste século XXI). Diante de um quadro em que os professores estão ainda migrando do analógico para o digital (migrantes digitais) e a nova geração nasce vivenciando experiências com a tecnologia digital (nativos digitais), é imprescindível que se busque desenvolver discussões e produzir conhecimentos que promovam uma educação inovadora, em que professor e aluno falem a mesma linguagem, dialoguem e problematizem a realidade, sendo parceiros do processo de ensino e aprendizagem, por meio do protagonismo do aluno na construção de sua autonomia. Neste contexto, objetiva-se promover reflexões acerca das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) voltadas para o processo de ensino e aprendizagem na universidade, tendo por base a inovação educacional, estabelecendo a seguinte questão: como as Instituições de Educação Superior (IES) estão desenvolvendo seus projetos voltados para a inovação educacional com uso de TDIC? Objetiva discutir as novas tecnologias com foco na aprendizagem do aluno, as políticas das IES quanto aos novos olhares que incluem a inovação educacional como proposta para o desenvolvimento de metodologias que promovem um processo de ensino e aprendizagem, tendo o aluno como sujeito ativo na construção do conhecimento. Assim, por meio de uma abordagem qualitativa, este grupo contempla estudos diversos, investigações realizadas por pesquisa bibliográficas e de campo, ensaios e reflexões relacionadas à temática Tecnologia e Inovação no âmbito da Educação, nas modalidades presenciais e a distância e seus impactos nos diferentes níveis (social e educacional). As discussões sobre a complexidade, as novas tecnologias, os nativos digitais e a necessidade da inovação apoiam-se em Morin (1995, 1996), Moran (2000), Prensky (2001), Nascimento (2009), Moreira (2018), entre outros que tratam sobre a necessidade de reaprender a conhecer, a comunicar-se, a ensinar e a aprender e a integrar o humano e o tecnológico, compreendendo a necessidade de repensar a relação entre modelos pedagógicos, novas tecnologias e metodologias inovadoras que promovam um efetivo processo de ensino e aprendizagem para a produção do conhecimento reflexivo crítico.
Prof. Teresinha de Jesus Araújo Magalhães Nogueira
Prof. Maria da Glória Soares Barbosa Lima
Prof. Lívia Veleda de S. Melo
A inovação no âmbito educacional: a análise de práticas e perspectivas e a construção do conceito

Pensando a inovação para além da variante conceitual da mudança (ROLDÃO, 2001), este grupo de trabalho pretende discutir a noção de inovação a partir de um conjunto de possibilidades, encontradas pelas/nas escolas e analisadas por diferentes pesquisadores, capaz de superar limitações ou necessidades, de forma a possibilitar ou qualificar o trabalho docente e pedagógico realizado pelas instituições. Tem-se, desta forma, uma noção de inovação “a partir de dentro” (IMBERNÓN, 2013), com buscas e construções para dar conta de insuficiências ou de situações problemáticas. Ao se conceber a inovação como algo institucionalmente constituído, a primazia dos processos de pesquisa também se estabelece. Desta forma, este GT apoia-se tanto em pesquisas realizadas a partir dos elementos de inovação constituídos pelas escolas como também em projetos e iniciativas que fomentam e reforçam as práticas de pesquisa constituídas a partir das instituições escolares. Este grupo de trabalho tem o objetivo de realizar o percurso entre a rigidez e a permanência e a capacidade de alteração e de novas proposições. Ao buscar elementos nestas duas perspectivas, a ideia é justamente identificar e caracterizar as motivações das permanências e perceber as novas possibilidades de trabalho como inovações que igualmente merecem ser compreendidas em suas configurações e potências. Reforça-se, ainda, que a perspectiva orientadora da noção de inovação compreende sim a construção da eficácia. Essa dimensão, porém, não se dá pela performance, mas pela capacidade das instituições resolverem os problemas que lhes são colocados (FIGARI, 1999). Outra consideração que nos parece importante aqui diz respeito a um necessário debate ético-político-cultural que precisa ser fomentado a partir da discussão sobre a inovação que vem dominando o cenário educacional (principalmente diante do insistente - e no mais das vezes real - diagnóstico da insuficiência da ação escolar). Cada vez mais parece configurar-se esta necessidade como a única forma de tangenciarmos o foco no desempenho, no caráter normativo e na ausência da capacidade de atuação frente a demandas recebidas. Práticas e metodologias inovadoras precisam ser discutidas e consideradas desde o processo de formação docente. Não concordar com os resultados existentes não nos exime de termos a consistência necessária para debatê-los e constituir as alternativas necessárias. Termos a consciência crítica de que a atuação das escolas deixa de “requerer o estabelecimento de critérios ou ‘standards’, dimensões e níveis, regras e normas em relação aos quais compara as ‘performances’, julga a importância das discrepâncias e a sua adequação, suficiência, sucesso ou excelência. (RODRIGUES, 1999, p. 56. Grifos do autor) torna ainda mais necessário o estabelecimento de princípios ético-político-culturais que balizem tais determinações e as alinhem a princípios educacionais e não de competição de mercado. A articulação entre os conceitos de inovação, institucionalidade e de processos de gestão, à luz dos pressupostos acima elencados, pretende ser o escopo teórico-conceitual dos estudos advindos deste GT.
Profª Ana Cristina Ghisleni
Profª Caterine Vila Fagundes
Ensino Híbrido: perspectivas metodológicas em práticas educativas

O GT “Ensino Híbrido: perspectivas metodológicas em práticas educativas” aborda os estudos e práticas educacionais relacionadas ao uso das tecnologias da educação tendo como ênfase o conhecimento diante as práticas educacionais híbridas, o contexto educacional contemporâneo da cibercultura e as possibilidades metodológicas das tecnologias digitais. Objetiva-se criar um espaço interdisciplinar de saberes possibilitando também às diferentes áreas do conhecimento debater experiências, pesquisas e práticas educacionais referentes ao recorrente uso das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDICs) nos diferentes sistemas educacionais brasileiros e interamericanos. A inserção tecnológica tem seu espaço crescente nos contextos sociais contemporâneos em suas diferentes expressões, sendo a educação partícipe desse processo de mudanças em que as possibilidades educativas permeiam a necessidade do repensar, ressignificar e reestruturar as metodologias educacionais a partir da inserção desse debate junto aos espaços escolares e universitários. Diante a esse contexto educacional tem-se a prerrogativa de fomentar e ampliar no ambiente universitário, o debate sobre as práticas educacionais, quanto as suas possibilidades híbridas, a partir das contribuições do olhar dinâmico, contextual e colaborativo das metodologias ativas de aprendizagem.
Prof. Lucia Maria Martins Giraffa
Prof. Fernando Battisti
Prof. Eliane Balcevicz Grotto
Memes, gifs, hashtags, vídeos e todas essas coisas que os alunos ensinam os professores a fazer e a usar

Conforme dados recentes levantados pelo Projeto Alfabetismo Transmedia: un programa de investigación, do Programa Horizonte 2020 da União Europeia, liderado pelo pesquisador argentino radicado na Espanha Carlos Scolari, evidenciou-se que: para aprender, os adolescentes usam antigas estratégias em novos entornos. Na gênese desse Projeto está a pesquisa realizada por Henry Jenkins, que identificou nove zonas nas quais os jovens estadunidenses estavam fazendo coisas vinculadas, sobretudo, aos videojogos e à internet: produção; narrativa e estética; gestão social; gestão individual; gestão de conteúdos; mídias e tecnologias; ideologia e ética; prevenção de riscos; e performance. Na busca por ampliar e entender a questão levantada por Jenkins, o Projeto identificou 44 competências, dentre as quais se destaca a “produção de conteúdos” como área de maior atuação dos adolescentes: seja a escrita de textos breves, a produção de vídeos, memes e gifs, ou, até mesmo, algo de programação; e a essas competências se vincula a gestão de conteúdos, em blogs ou canais do YouTube, associada à gestão social em plataformas, como o Facebook, ou por meio de aplicativos, como o WhatsApp. Além disso, a equipe do Projeto classificou as diferentes estratégias informais de aprendizagem utilizadas pelos jovens em seis categorias: prática; resolução de problemas; imitação; jogo; avaliação; e ensino. Entendendo que os entrecruzamentos entre educação e mídias são múltiplos, mas nem sempre efetivos, propomos esse GT como espaço para a discussão dessas questões, que pode advir do relato e análise de experiências e de práticas em sala de aula, bem como de discussões teóricas, ou ainda, do estudo e análise de produções e de linguagens midiáticas que permeiam essas relações.
Prof. Rosângela Fachel de Medeiros
Prof. Rosana Fachel de Medeiros

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Movimentos Sociais e Educação Não-Formal: limites e possibilidades na formação humana

As análise que versam evidenciar as contribuições dos movimentos sociais em projetos societários apontam para a promoção e emancipação humana nas relações políticas, sociais, econômicas e de educação enquanto lutas, ora de caráter reivindicatório, ora como formas de resistências e intervenções. A autora Maria da Glória Gohn argumenta a ampliação de direitos sociais, econômicos e culturais a partir das pautas e atuações dos Movimentos sociais, inclusive, as que se referem ao campo da educação, mesmo que não independentes das outras, são derivadas das mobilizações e organizações em prol da formação humana, contraditoriamente, a educação pautada pelo capital, conforme argumenta Gaudêncio Frigotto. Entretanto, a inter-relação dos atores sociais tornar-se-ia evasiva se não mediadas pela compreensão do trabalho humano, como criação intelectual e material, num contexto de coletividade e organização social, no qual a educação é um elemento imprescindível nas análises do histórico social concreto, com finalidades sócio-políticas. Já que o emancipatório a partir de Karl Marx está vinculado a base material do trabalho, não como exploração e mais valia, a partir do qual prepondera o capital regrado pelas leis do mercado explorador, a formação humana em sua totalidade e concretude se faz e se constitui nessas contradições, nas quais o exercício intelectual aparece como uma ferramenta de análise, consciência, das quais os movimentos sociais têm sido atores primordiais. Nesse mesmo movimento, a educação não-formal nas relações cumprem alguns princípios diferentes daquelas de caráter assistencialista, principalmente quando ancorada na formação humana enquanto busca da superação das contradições da exploração, da opressão, da violência e da discriminação, entre outras práticas que degradam a vida. Nesse sentido, o GT busca reunir trabalhos que contribuem com os debates nas práticas educativas e movimentos sociais, na perspectiva da formação humana, como acesso e apropriação dos conhecimentos em processos de educação diversas. Estes, por sua vez, como forma de problematizar, questionar e intervir, assentados na realidade concreta/material, das quais derivam estudos que buscam compreender e intervir nessa realidade mediada pela educação, assentada nas práticas sociais historicizadas pela práxis. Visa-se contemplar nesses debates temáticas relacionadas à cultura(s), identidade(s), cidadania, emancipação de populações do campo e da cidade, advindas de contextos de vulnerabilidade, pobreza, opressão, exploração e discriminação. Objetiva-se nesse sentido: discutir a educação não formal e os movimentos sociais como possibilidade educativa na contemporaneidade; abordar as práticas educativas desenvolvidas pelos movimentos sociais, os avanços e as possibilidades existentes no contexto da formação humana; debater sobre questões inerentes a cultura, identidade e movimentos sociais no contexto educacional não formal.
Prof. Iara Aquino Henn
Prof. Francieli Fabris
A Judicialização dos conflitos escolares e a religiosidade na escola: controvérsias atuais do contexto educacional brasileiro

Pesquisadores e políticas públicas educacionais no Brasil e no mundo têm destacado a importância de se explorar a pluralidade de pensamentos acerca de questões controversas. A partir dessa necessidade esse grupo de trabalho tem como objetivo debater sobre as concepções e as abordagens de temas controversos que desafiam o processo de ensino e aprendizagem na educação básica. Busca-se uma articulação entre a temática da judicialização dos conflitos escolares e as diversas concepções religiosas presentes nas escolas. Defendemos que essas duas questões são controvérsias, uma vez que desafia toda a comunidade escolar a debater e construir um posicionamento a partir do debate. Compreendemos a judicialização como um fenômeno caracterizado pela dificuldade das instituições escolares em compreender/mediar conflitos originários do cotidiano escolar. Tal dificuldade tem como consequência o encaminhamento de casos de violência para instituições fiscalizadoras (Conselhos Tutelares - CTs) e/ou instituições jurídicas (Juizado da infância e da adolescência e Ministério Público). Para a escola, dependendo da gravidade do conflito, a judicialização é uma decisão contraproducente, pois pode resultar na perda de autonomia e na invasão do espaço escolar por uma cultura jurídica não sensível às relações escolares. Todavia, determinados casos de violência exigem a judicialização, uma vez que a própria escola não possuí mecanismos e responsabilização por situações que extrapolam sua função civil de instituição educacional. Logo, a controvérsia se estabelece no momento em que é preciso definir que casos de conflitos/violências devem ser judicializados. O mesmo problema está presente no debate sobre concepções religiosas na escola. A polêmica do ensino religioso nas escolas públicas brasileiras aparece associada a novos elementos, incluindo pela primeira vez discussões ligadas não apenas a cidadania e liberdade religiosa, mas também ao confronto entre os pontos de vista criacionista e evolucionista, relativamente novo no Brasil, com enorme potencial de crescimento. Este cenário resulta da formação de novas alianças entre grupos religiosos disputando o espaço público com defensores da laicidade. A controvérsia se coloca então nas disputas sobre o que fazer quando a temática religiosa produz situações de conflitos no ambiente escolar. Este GT busca receber contribuições de professores, pesquisadores e gestores que investigam essas duas problemáticas (judicialização da escola e religiosidade na escola) como questões controvérsias. Nesse sentido, nossa proposta de discussão articula-se ao eixo temático práticas educativas e formação humana, uma vez que buscamos trazer para o debate questões relacionadas aos conflitos escolares e ao ensino religioso nas escolas públicas.
Prof. Pâmela Esteves
Prof. Pedro Teixeira
Prof. Luiz Fernando Dorvillé
Práticas de leitura e escrita: tecendo redes de humanidades

Ao longo do percurso formativo, a educação em linguagem demanda atenção do professor e do pesquisador ao processo de apropriação e alargamento do domínio da escrita e da leitura, vistas como modalidades que facultam ao sujeito elaborar suas vivências nas diferentes esferas do cotidiano. Este GT acolhe pesquisas, concluídas ou em andamento, voltadas para os processos de leitura e escrita, tais como estudos de letramento, escrita criativa, formação para e pela escrita acadêmica, práticas educativas em interface com diferentes gêneros textuais e literários, formação crítica do leitor e apropriação dos recursos lexicais e gramaticais a serviço dos projetos de dizer dos sujeitos no cenário brasileiro contemporâneo. O conjunto das reflexões concebe os fenômenos linguísticos como manifestações da formação humana, da diversidade de culturas e da interação entre elas. Assim, discute-se, em variadas dimensões e ancoragens metodológicas, a efetiva participação do sujeito na construção da autonomia linguística, formato que convoca uma experiência de enlace na e pela linguagem a fim de que se efetivem situações de comunicação e (re)signifiquem os espaços formais e não-formais de atuação do sujeito.
Prof. Márcia Elisa Vanzin Boabaid
Prof. Marluza Terezinha da Roda
Educação e cidadania: dimensões éticas e políticas da educação contemporânea

O GT “Educação e Cidadania: Dimensões Éticas e Políticas da Educação Contemporânea” pretende constituir um espaço para a discussão de temas significativos do processo educativo, indagando sobre as dimensões ético-políticas da educação e sobre as possibilidades de formar cidadãos atuantes no contexto atual. Serão acolhidos textos/comunicações que abordem: - relações entre educação e cidadania; - formação humana; - direitos humanos; - a adequação das práticas pedagógicas ao cenário atual, por meio de tecnologias e metodologias ativas; - desafios do bem viver na sociedade atual; - educação e cidadania por meio do esporte; - contribuições de distintos autores para a compreensão da educação na contemporaneidade.
Prof. Lizandra Andrade Nascimento
Prof. Daniel Rubens Cenci
Prof. Diego Roberto Morais
Prof. Lucineide Orsolin
Memória, Identidade e Cultura nos espaços educacionais formais e não-formais

A educação nos dias atuais apresenta desafios que colocam em perspectiva a problemática da memória e da identidade, tanto individuais quanto coletivas. Essas tensões quando somados ao presente imerso nas relações tecnológicas que refiguram os referenciais espaciais e temporais produzem mais ruído e dissonância à luz da perda de historicidade que carregam consigo. Os efeitos mais perversos são o adensamento da apatia mascarada de democracia digital fomentada pelas redes sociais. Cada vez mais os indivíduos e grupos sociais se enfrentam nos espaços digitais emulando conflitos do real. Assim, a memória e a identidade assumem o binômio que tenciona esses conflitos e enfrentamos produzindo uma “guerra” de significados e significantes. Nesse amplo quadro geral, a educação – tanto em espaços formais como não-formais – assume uma posição singular para produzir esclarecimento e desfazer esses nós de sentidos e significados. Certamente nosso tempo carece de maneira especial de marcos referenciais e experiências capazes de produzir e alterar esses sentidos no espaço público e privado. Dessa forma, o GT se vincula ao Eixo Temático “Práticas Educativas e Formação Humana” porque conjuga as dimensões da experiência e da formação através dos conceitos de memória e identidade, aqui entendidas como inerentes a capacidade dos seres humanos em educar-se e forjar processos, ações e experiências de ensino-aprendizagem que transcendem os espaços educacionais tradicionais (apesar de estarem também presentes nesses espaços) e interferem nas visões de mundo e sentidos de orientação que essas pessoas podem e conseguem assumir. Outrossim, debater e problematizar essas experiências pode, aos nossos olhos, contribuir para uma espécie de fenomenologia das práticas educativas que formigam pelo tecido social e são capazes de ressignificar nossas práticas formativas, estas cada vez mais atreladas à técnica e às tecnologias do presente.
Prof. Aruanã Antonio dos Passos
Prof. Willian Roberto Vicentini.
Pedagogia da participação e educação popular em (diferentes) contextos e instituições

A proposta deste Grupo de Trabalho (GT) acolhe investigações / pesquisas / reflexões (concluídas ou em andamento) que abordam práticas e experiências educativas na perspectiva do campo popular democrático. Objetiva-se focar processos em desenvolvimento e problematização de metodologias de ensino e aprendizagem em diferentes contextos e instituições no intuito de potencializar a participação como princípio educativo. Entende-se que a temática é pertinente no contexto político-pedagógico brasileiro contemporâneo, marcado pelo avanço de políticas neoconservadoras liberais, da tomada de decisões verticais, sem o efetivo envolvimento e reconhecimento das comunidades de interesse, bem como a população em geral. A proposição vincula-se ao eixo temático: Práticas Educativas e Formação Humana, na medida que se oferece um espaço acadêmico como oportunidade para alargamento de horizonte e aprofundamento de estudos, relacionados a discussões / debates que envolvem categorias como: Participação popular; Educação dialógico-libertadora; Planejamento democrático; Cooperativismo, Formação humana, e Controle Social, em diferentes níveis educativos. Parte-se do pressuposto que o diálogo sobre os rumos da educação no país, da formação humana, faz parte da vida acadêmica, até porque se ela se furtar de pensar o projeto de nação, quem terá legitimidade para fazê-lo?
Prof. Cênio Back Weyh
Prof. Hedi Maria Luft
Prof. Walter Frantz
Educação formal e não-formal e temas transversais: democracia, cidadania, gênero, cultura(as), identidade(s), movimentos sociais e inclusão.

O presente GT objetiva - por intermédio da discussão e veiculação de pesquisas no campo da Educação Formal e Não-formal - problematizar a inserção de temas transversais na formação humana para a promoção de cidadania e de sujeitos críticos e atentos à realidade contemporânea. Coloca assuntos como cultura(s), identidade(s), movimentos sociais, cidadania, democracia, gênero e práticas inclusivas como fundamentais para a construção da subjetividade e dos coletivos, por intermédio da transversalização deles em meio a conteúdos, práticas e debates educacionais. A Educação como um direito de todos/as e um dever do Estado, prevista na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 é compreendida por autores/as do campo da Psicologia Institucional e da Aprendizagem como uma prática libertadora, se o/a estudante é instigado/a a ser protagonista e partícipe de todo esse processo. Além disso, a formação da cidadania, para tais autores/as, se dá em meio a um processo de garantia de direitos e formação da consciência de deveres, em um processo de problematização constante das ações sobre o mundo e em meio às relações. Em momentos em que o cenário nacional clama por posturas ético-políticas atreladas à conscientização do papel das pessoas na formação de todo esse contexto, tais movimentos convidam a Educação e as práticas nela envolvidas a se fazer presente para a mudança do cenário atual, formado, em muitos casos, pela alienação e pelo descomprometimento com a realidade. Compreende-se também, nesse cenário exposto, que a pesquisa fomenta a construção de espaços de desacomodação de práticas institucionalizadas, formando cidadão/as críticos/as e comprometidos/as com a movimentação do pensamento e da realidade em que estão inseridos/as. O referido GT engloba, para tanto, a apresentação de pesquisas, ensaios e relatos de experiência que discorram sobre a interlocução entre temas transversais (como inclusão, gênero, cidadania, democracia, identidades(s), cultura(s), movimentos sociais) e a Educação. Tal diálogo tem a pretensão de formar uma ação interdisciplinar, que possa englobar diversos campos e áreas do conhecimento, entendendo a Educação como um fenômeno que transversaliza todas as práticas humanas e que possui potencial para a promoção de saúde, cidadania e qualidade de vida.
Profª Eliane Cadoná
Profª Josieli Piovesan
Profª. Edinara Michelon Bisognin
Formação Humana e as práticas educativas na perspectiva da educação inclusiva

Constituir um espaço de interlocução entre pesquisas, capaz de socializar e de sistematizar as experiências de trabalhos com o propósito de ampliar/ressignificar o debate teórico nos diferentes espaços de educação formal e não formal. Para tanto, o presente grupo de trabalho propõe dialogar sobre as práticas educativas na perspectiva da educação inclusiva e formação humana, recebendo trabalhos que possam apresentar relatos de experiência de pesquisadores em formação inicial, formação continuada e pesquisas em andamento ou concluídas nessa área de estudo.
Prof. Cleusa Inês Ziesmann
Prof. Jeize de Fátima Batista
Prof. Sonize Lepke
Formação humana: a arquitetura e o urbanismo para a cidadania

A arquitetura e o urbanismo apresentam linhas diversificadas quanto às suas formações nas mais diversas escolas no País. Diferenças estas, que denotam e desvelam leituras múltiplas quanto à profissão generalista do arquiteto e do urbanista principalmente no que se refere à formação humana e cidadã. Diante deste quadro e da complexidade de tais currículos, o objetivo do Grupo de Trabalho - Formação humana: a arquitetura e o urbanismo para a cidadania é discutir as potencialidades e desafios desta profissão visando um arquiteto e urbanista como agente social do conhecimento e cidadão comprometido com os rumos da sociedade civil. Desta maneira, o GT interessa abordar experiências interdisciplinares de ensino, pesquisa e extensão no campo da arquitetura e do urbanismo, no que tange questões de acessibilidade universal, racionalização de projeto, economia de energia, habitabilidade, habitações de interesse social, processo de urbanização, projeto e desenho na construção do espaço urbano. Ainda aborda as diferentes possibilidades da educação, memória, identidade e pertencimento, associando questões de ensino, aprendizagem, urbanização, territórios e produção simbólica do espaço, além da identificação, preservação e conservação do patrimônio material e imaterial, nas suas mais diversas searas (cultural, arquitetônico e ambiental).
Prof. Cristhian Moreira Brum
Prof. Tarcisio Dorn de Oliveira
Prof. Elmir Jorge Schneider

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Teoria Crítica, Complexidade e Educação: para pensar a “dialética do esclarecimento”, a “corrosão do caráter” e a “oclusão mental

O Grupo de estudos em Teoria Crítica, Complexidade e Educação, objetiva pensar e discutir a pesquisa em educação ou mesmo o conhecimento e a intervenção em educação na interface da relação entre conhecimento, educação e sociedade. Para tanto, tematiza as contribuições fundamentais dos aportes teóricos da Teoria Crítica (Escola de Frankfurt), incluindo os aportes que fazem dela alguns pensadores contemporâneos em seu diálogo com o pós-estruturalismo (tal como Zygmunt Bauman e Richard Sennett), bem como os aportes teóricos da Teoria da Complexidade (Edgar Morin) e da Teoria Hermenêutica (Hans-Georg Gadamer). O GT assume com centralidade a ideia de pensar a problemática educacional na interface da crise da racionalidade moderna e da emergência da tradição pós-moderna em tempos de capitalismo tardio. Busca analisar limites e potencialidades dos aportes característicos herdados da modernidade, bem como da pós-modernidade. De forma especial, retoma a crítica da modernidade por diferentes vias, tentando compreender como ela ajuda a pensar e repensar a noção que temos de conhecimento, educação, política e sociedade e, por conseguinte de docência e de intelectualidade. O paradigma moderno movimentou-se pela busca da certeza no âmbito do conhecimento. Sob as regras da racionalidade moderna a educação assumiu os ditames do Estado-Nação declarados na intencionalidade ambivalente de construir possibilidades ora emancipatórias e ligadas com a democracia ora de subordinação e de controle ligadas ao mero ajuste com a métrica da produtividade econômica. A crise da racionalidade moderna, de certa forma, se apresenta na contemporaneidade como uma forma de leitura sobre a modernidade em geral, a qual é considerada como uma forma de dominação que merece ser questionada. Em parte este questionamento se dá nas malhas e nas formas de um movimento que procura desenvolver uma autocrítica da razão, e em parte se dá como uma forma de crítica da própria razão ocidental. Do lado das teorias o sentimento de crise é vivido como um debate acerca das melhores / possíveis vias para pensar a relação entre educação e sociedade: continuamos operando a partir de uma crítica que pode ser denominada de moderna ou operamos a partir de uma crítica de caráter pós-moderno? Do lado experiencial ou mesmo social e cultural, os processos educativos se defrontam com o apelo consumista e a formação apressada para o suprimento da voracidade instrumentalista que o mercado instituiu como fundamento da atividade econômica, alheio ao debate ético, à segurança, à sustentabilidade e à solidariedade. Os encantos da era digital, dos impérios midiáticos, da instrumentalização científica e a anulação da ética contaminam as racionalidades dos nossos tempos líquidos e comprometem a ação educacional que navega a esmo em revoltas águas onduladas por forças dogmáticas, centralistas, doutrinárias e tecnicistas. Paralelamente ao desafio da educação/formação, desenvolve-se a urgência da compreensão do contexto atual como cultura forjada no seio capitalismo tardio/flexível, predominantemente conduzido para o privado às expensas da “merco escola”. Pensar vias alternativas ocupadas com a formação/educação humana a partir da própria condição humana e de um sentido possível para a via do esclarecimento / conhecimento, como forma de educar contra a barbárie (Theodor Adorno), a corrosão do caráter (Richard Sennett), a simplificação do mundo (Edgar Morin) e a oclusão mental (Zygmunt Bauman), parece apresentar-se como âncoras possíveis e, talvez, necessárias no constituir velejares criativos, conscientes, compromissados com a existência/a vida, a democracia e suas circunstâncias.
Prof. Sidinei Pithan da Silva
Prof. Claudir Miguel Zuchi
Prof. Claudionei Vicente Cassol
Internacionalização do conhecimento: concepções e ações

As discussões acerca do tema Internacionalização do Conhecimento ganharam destaque na educação brasileira muito tardiamente, embora as universidades tenham se firmado no mundo inteiro como o espaço multidisciplinar, intercultural e democrático na produção de conhecimento, o que caracteriza, sem dúvida, ações de internacionalização, as quais sempre foram realizadas por estudantes, docentes e pesquisadores na educação superior - graduações e pós-graduações. A criação do GRUPO DE TRABALHO EM INTERNACIONALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: concepções e ações vincula-se ao fato de ainda haver resistência entre pesquisadores em relação à necessidade de ações de internacionalização nos programas de pós-graduação brasileiros. No entanto, as ações que visam à internacionalização têm se tornado realidade na educação superior, com destaque para as pós-graduações, não apenas na perspectiva da inovação nos processos de formação de pessoas e na realização de pesquisas, mas também por se tornarem item importante nos critérios de avaliação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e, consequentemente, na distribuição e disponibilização dos recursos. A propositura para o GRUPO DE TRABALHO EM INTERNACIONALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: concepções e ações propende reflexões acerca de ações que tendem à internacionalização do conhecimento na educação brasileira, tencionando as perspectivas teóricas, conceituais, impositivas e meritocráticas acerca do termo internacionalização, além de se fazer espaço de socialização de projetos, pesquisas, ações individuais, coletivas e institucionais, ativas ou passivas, apoiadas ou mesmo propostas pelos diferentes órgãos da administração pública, agências ligadas à educação, ciência e tecnologia ou Instituições de Ensino Superior (IES). A Coordenação do Grupo de Trabalho Internacionalização do Conhecimento: concepções e ações dedicará atenção especial aos trabalhos que propuserem reflexões crítico-reflexivas-propositivas em consonância com estudos atuais acerca do tema e dos modos e modelos de internacionalização no ensino superior (graduações e pós-graduações) em suas diversas modalidades e forma de organização. O GT tem como expectativa receber artigos que abordem a temática da Internacionalização do Conhecimento a partir da perspectiva das ações solidárias e interculturais, abordando questões educacionais e suas relações com as dimensões sociais, políticas, culturais, ambientais e econômicas. O GT espera ser um espaço multidisciplinar de diálogo sobre a temática em questão com ênfase nas inovações, políticas e ações de internacionalização do conhecimento. Serão aceitos até vinte trabalhos por sessão. A apresentação terá a duração de até trinta minutos, dos quais vinte minutos serão destinados para a apresentação do trabalho e dez minutos para os debates. Descritores: Políticas Educacionais; Ensino Superior; Internacionalização do Conhecimento; Redes Colaborativas.
Prof.Célio Alves Espíndola
Prof.Oto João Petry
Prof. Edna Menegatti
Gestão de periódicos científicos: possibilidades, perspectivas e ações

A produção docente brasileira em Programas de Pós-graduação vem, cada vez mais, sendo avaliada através da publicação de artigos nos periódicos medidos pelo Qualis. Para além da discussão sobre as exaustivas exigências de produtos cientificamente divulgáveis, intensifica-se a importância da gestão dos periódicos científicos que suportam o conhecimento e a reflexão sobre a Área de Educação, já que submetidos estão às normativas dos Indexadores. Os parâmetros do Qualis periódicos na Educação remetem-se à indexação das revistas em bases como Educ@; Scielo BR; Scopus; Redalyc; DOAJ; IRESIE; BBE; LATINDEX e Clase. Assim, a proposta do presente Grupo Temático é acolher pesquisas e reflexões sobre a Gestão de Periódicos; sobre os processos de fixação e avaliação de indexadores e fator de impacto para as revistas; o movimento pela internacionalização dos veículos editoriais, incluindo o uso de língua estrangeira e eixo estratégico de diálogo para parcerias estratégicas; a crise de financiamento nas agências de fomento nacionais; e os processos concretos de avaliação pela CAPES. Dentro deste cenário, são bem-vindas as pesquisas exploratórias ou as experiências concretas de como profissionalizar ou formar acadêmicos na área de editoração ou no trabalho de emissão de pareceres para revistas. Enredam-se no processo de produção e gestão de periódicos científicos vários fatores: formação e qualificação de equipes; acompanhamento de processos e periodicidade; escrita e redação científica; plágio, autoplágio e similaridade; ética e técnica de uso das plataformas; acesso aberto e a gratuidade ao conhecimento científico; cobrança de procedimentos para publicação em acesso aberto; Impacto e Índice h. Fatores que determinam a decisão editorial da equipe gestora e afetam autores e programas de Pós-graduação, exigindo espaços de discussão interna, com os órgãos reguladores e com a comunidade acadêmica nacional.
Prof. José Luís Bizelli
Prof. Doutor Sebastião de Souza Lemes
Prof. José Anderson Santos Cruz.

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Coordenadores

Alargamento do Cânone: possibilidades e propostas

Delimitação da temática proposta: A universidade é uma instância de legitimação de saberes. No campo dos Estudos Literários, as obras e autores privilegiados na organização curricular dos cursos de Letras e nos desenvolvimentos de projetos reafirmam posições sobre o que se constitui enquanto literatura ou não. Tal conjunto de textos valorizados contribuem para a compreensão do que entendemos como o cânone literário, essa herança de referências pelas quais formam-se a nossa sociedade e o nosso imaginário. Nos cursos superiores de licenciatura, a responsabilidade que recai sobre a instituição de ensino é a de formar professores que concomitantemente familiarizem seus educandos da Educação Básica com a tradição literária e formem leitores que sejam habituados com a prática de leitura e sejam capazes de realizarem leituras críticas. O desafio indica, entretanto, que por diversos fatores, os ingressos nos cursos de Licenciatura não estão familiarizados com o hábito de leitura e com a tradição literária. Cabe, portanto, à universidade assumir uma formação no ensino superior que forme o leitor, o mediador e subsidie uma variedade de leituras para que o professor em formação se familiarize com os mais diversos textos. Todavia, apegar-se unicamente aos textos historicamente valorizados enquanto literatura ignora tanto a produção literária contemporânea, desafiadora pois intenta legitimar-se, e obras esquecidas, que se constituem em histórias alternativas da literatura, pois dão visibilidade a autores, textos e contextos que foram esquecidos ou deliberadamente apagados. Nosso objetivo, portanto, consiste em valorizar experiências com autores e textos literários nos cursos de formação de professores que se situam à margem do cânone literário, ampliando os limites da literatura na prática docente.
Prof. Demétrio Alves Paz
Prof. Pablo Lemos Berned
Formação de professores da educação básica: perspectivas e desafios

As pesquisas desenvolvidas em diferentes perspectivas subsidiarão os debates do GT de Formação de Professores da Educação Básica: perspectivas e desafios, que justifica-se e vincula-se com o Eixo Temático “Formação de Professores” através de movimentos de pesquisa e de formação da própria prática pedagógica, considerando as dinâmicas e a dialética entre o pensar o fazer. Tem como objetivo central propiciar a interlocução entre os pesquisadores de diferentes instituições, promovendo espaços de troca e ampliando as conexões entre pesquisa e Educação Básica. Considera-se na formação de professores da Educação Básica os diferentes níveis e modalidades, analisando as práticas de ensino e a relação teoria e prática no cotidiano escolar na Educação Básica, através da formação de professores pesquisadores e reflexivos. Envolve, entre outros aspectos, questões curriculares de cursos de formação; prática de ensino e prática como componente curricular; estágio supervisionado; formação específica e formação didático pedagógica; políticas públicas de formação; Pibid; PNAIC; práticas formativas e práticas profissionais. Considera-se as proposições atuais para a formação de professores da Educação Básica, o enfrentamento das questões políticas contemporâneas a interlocução entre diversos pesquisadores fortalecem os processos de formação e da prática docente, consolidando o campo de investigação da formação de professores.
Prof. Rúbia Emmel
Prof. Alexandre José Krul
Prof. Flávia Alana Wink
Políticas e experiências pedagógicas de formação de professores e gestores da Educação Básica.

Pretende-se nesse GT socializar, refletir e discutir questões relacionadas as políticas e experiências pedagógicas de formação continuada de professores e gestores da educação básica. Mesmo com o reconhecimento qualitativo, pesquisas e amparo legal, há múltiplos desafios e dilemas para serem enfrentados no cotidiano da educação básica quando se trata da formação continuada, em especial, dos gestores. Simultaneamente, em diferentes territórios, existem experiências pedagógicas que estão mobilizando o processo formativo dos profissionais da educação. Nesse cenário, o GT será caracterizado por diálogos e debates que contemplam investigações e práticas produzidas no cotidiano dos sistemas, redes de ensino e escolas da educação básica.
Prof. Luciane Spanhol Bordignon
Prof. Eliara Zavieruka Levinski
Formação de professores para a Educação Básica: Ensino de Ciências nos Anos Finais do Ensino Fundamental

O Grupo de Trabalho (GT) tem por objetivo a discussão crítico-reflexiva sobre o processo de formação inicial de professores privilegiando estudos e pesquisas resultantes de práticas pedagógicas desenvolvidas nos Anos Finais do Ensino Fundamental, em especial na área de Ciências da Natureza. O GT pretende reunir discussões balizadas pelas temáticas (a) ensino e aprendizagem de Ciências, (b) saberes docentes, (c) articulação teoria-prática, subsidiadas por autores como Lev S. Vygotsky, Otavio A. Maldaner, Maurice Tardiff, Clermont Gauthier, Donald Shön, Kenneth M. Zeichner e António Nóvoa. Em contexto histórico-cultural-social, almeja-se pensar sobre possíveis compreensões advindas de estágios curriculares e práticas pedagógicas e/ou de ensino desenvolvidas por licenciandos/as e licenciados/as.
Prof. Sandra Elisabet Bazana Nonenmacher
Prof. Cátia Keske
Prof. Fabiana Beck Pires
Interdisciplinaridade e formação docente

A presente proposta de GT – Interdisciplinaridade e formação docente – está vinculada ao Eixo Formação de Professores. Tratar da interface entre Interdisciplinaridade e formação docente se mostra relevante na medida que possibilita a investigação histórica, didática, sociológica, bem como os fundamentos filosóficos e teórico-metodológicos da interdisciplinaridade. É necessário e urgente pensar novas modalidades de construção do conhecimento que respondam à complexidade dos problemas colocados pela sociedade e que possam ativar estrategicamente o modo como se pensa à docência universitária, as relações pedagógicas, as práticas de pesquisa, a divulgação científica. Talvez não se possa falar da ou de uma interdisciplinaridade, pois acepções conceituais são variadas, conforme o estatuto epistêmico e a distância epistemológica entre as disciplinas envolvidas, a finalidade mais um menos teórica ou pragmática dos programas de pesquisa, o público-alvo visado pela formação. No entanto, é indiscutível que o avanço das práticas interdisciplinares no ensino e na pesquisam passam, necessariamente, pela capacidade que temos de estudar sobre o assunto, pela iniciativa de propor hipóteses de investigação, pela criatividade de organizar novos currículos e pela inovação nas práticas docentes. A interdisciplinaridade pode ser considerada como um complexo e potente campo de conhecimento em construção. Apesar de ser um tema debatido e problematizado a mais de cinco décadas, sua atualidade requer uma permanente vigilância epistemológica para explorar de todas as formas seu potencial crítico e criativo. Sommerman (2015) em pesquisa realizada nos campos da educação, saúde e ambiente, destaca o aparecimento do termo como substantivo e como adjetivo. Mostrou que em livros, o termo interdisciplinaridade aparece como substantivo em 1874 e como adjetivo em 1890; em artigos como substantivo começa a aparecer na década de 1970 e como adjetivo na década de 1980. Enquanto substantivo busca nomear; enquanto adjetivo busca qualificar. É possível perceber que inicialmente os esforços estão ligados ao ato de nomear e qualificar uma nova forma de interação e articulação entre as disciplinas (forjadas historicamente na tentativa de organizar o conhecimento produzido) de modo a contribuir para o avanço do conhecimento. O presente GT tem por propósito geral investigar as potencialidades da interdisciplinaridade para reorganizar as práticas docentes no cenário da expansão das sociedades complexas e sua relação com as políticas educacionais. O GT tem também por escopo proporcionar um espaço de socialização das pesquisas e fomentar um amplo debate sobre os desafios atuais da formação docente.
Prof. Altair Alberto Fávero
Prof. Carina Toneito
Prof. Evandro Consaltér
Formação e carreiras profissionais docentes

O sistema de ensino superior (SES) viveu/vive, recentemente, um processo de expansão e diversificação institucional e de público atendido, configurando-se em complexo campo acadêmico. A qualidade do sistema, o desempenho dos estudantes e o retorno social e individual do diploma, entretanto, ainda são problemas que carecem de análises mais detalhadas. Como um ponto em comum das possíveis análises, destaca-se o principal problema a ser tratado também nesta proposta: o processo de democratização da educação superior e o valor dos diplomas obtidos. Essa relação é um indicativo importante do quanto os retornos educacionais se relacionam, mais ou menos, à origem social, ao tipo de trajetória de formação e à produção e efeitos de desigualdades sociais mais amplas. Interessa-nos entender em que medida as diferenças institucionais e sociais, cada vez mais intensas no sistema de educação superior (SES), se tornam desigualdades, considerando as condições de acesso e permanência em diferentes possibilidades de trajetória de formação nas IES, de desempenho e de transição dos estudantes para o mercado de trabalho, especificamente no campo da formação de profissionais de educação. Esta proposta se articula ao desafio central de entender o modo como se desenha os sistemas de educação superior, o quanto ele apresenta de modernidade e democratização e o quanto tem capacidade efetiva de ser o principal fator de definição dos destinos sociais de quem por ele passa, independentemente, de suas origens sociais. Todas essas questões ganham um interesse ainda maior quando nos referimos à área de formação de professores para a educação básica. Há muitos anos a formação desses profissionais foi relegada aos espaços menos prestigiados do sistema de ensino superior. Em diversos países, a expansão desse sistema ocorreu fortemente no setor privado mas também no setor público, especialmente por meio dos cursos de licenciatura que funcionaram como base importante para a inclusão de novos públicos nesse nível de ensino. O desafio desta proposta é justamente o de reunir pesquisas que permitam entender o lugar que a formação de professores ocupa no processo mais amplo de expansão do ensino superior e como isso se traduz no perfil social, na quantidade e na qualidade dos profissionais formados. Questões a serem tratadas: quem são os professores? Qual sua origem social, trajetória escolar e destino ocupacional? Os trabalhos propostos podem ter diferentes abordagens, tanto qualitativas quanto quantitativas.
Prof. Carolina Zuccarelli
Prof. Maria Ligia de Oliveira Barbosa
Prof. Gabriela Honorato
Educação, Formação Docente e Cultura Digital

Este Grupo de Trabalho (GT), que faz parte do eixo temático Formação de Professores, tem como objetivo refletir sobre a formação docente no seio da cultura digital, ampliando o debate para a discussão sobre temáticas tão relevantes na sociedade em rede, quais sejam: formação inicial e continuada de professores da Educação Básica, do Ensino Superior e de modalidades especiais, aprendizagem colaborativa, diversidade cultural e multimodal, convergência digital, ética, identidade, articulação entre ensino e pesquisa na formação docente. Com a implementação das Tecnologias Digitais (TD) em nossa sociedade, as instituições educacionais são desafiadas ao empreendimento de uma nova concepção de ensino que, efetivamente, estabeleça relação entre o conhecimento e a vida cotidiana do aprendiz. As TD têm exercido grande influência na forma de se pensar e de se compreender o mundo; nos modos de comunicar-se, de interação entre os sujeitos; de entretenimento, de aprendizagem e de manifestações culturais. Constantemente, percebemos mudanças nos vários cenários: nossas casas, bibliotecas, universidades, instituições de ensino básico e superior, que se tornaram “arquipélagos tecnológicos”, despertando-nos para a urgência de se refletir sobre a tecnotécnica e sua relação com o ser humano. Essas mudanças promovidas pelas TD, convocam-nos a discutir criticamente sobre seus desafios e suas potencialidades para a educação, para a ressignificação e ampliação das práticas de leitura e de escrita, fundadas nos princípios da pedagogia dos multiletramentos, que nos convida a repensar a formação docente e as ações pedagógicas no contexto da cibercultura, a qual nos desafia a construir conhecimentos a partir de projetos que contemplem as linguagens multimodais, multissemióticas e os diferentes modos de produção de sentidos, visando a uma política de melhoria da formação de docente, da Educação Básica à Universidade. Nessa perspectiva, tendo em vista as transformações e desafios propostos pelas TD e pela pedagogia dos multiletramentos à formação docente, este GT acolherá pesquisas, em andamento ou concluídas, que estabeleçam diálogos entre formação de professor e perspectivas teórico-metodológicas, a saber: práticas de gêneros textuais/discursivos nos processos de formação inicial e continuada de professores para a educação básica, ensino superior e modalidades especiais; leitura, produção e análise que evidenciem as tensões e o papel das tecnologias digitais como processos que contribuam para práticas significativas em sala de aula; as práticas pedagógicas no contexto da cibercultura e os modos de apreensão dos docentes sobre sua formação profissional; contribuições de práticas de letramento e de multiletramentos na construção identitária de professores. Nesse sentido, espera-se que este GT possa contribuir para uma reflexão crítica sobre a formação docente no contexto das sociedade tecnológica digital, ampliando o debate para os (multi)letramentos nos diversos âmbitos educacionais, em que ensino e aprendizagem sejam compreendidos para além da sala de aula física, portanto, relacionados aos processos de desenvolvimento humano e às possibilidades de aprendizagem oferecidas por diversas agências da cultura letrada, dentre elas as unidades educacionais, com vistas a atender às demandas das propostas educacionais no Brasil, considerando as orientações de inclusão da diversidade como princípio básico da cidadania.
Prof. Obdália Santana Ferraz Silva
Prof. Úrsula Cunha Anecleto
Prof. Sirlaine Pereira Nascimento dos Santos
Formação docente, políticas e práticas para a infância e educação infantil

Por considerar a importância de discutir mais detidamente questões que envolvem a primeira etapa da Educação Básica, esse GT busca oportunizar debates, rodas de conversas, apresentação de pesquisas, relatos de vivências que envolvam a Educação Infantil. Para tal proposta elegemos 3 eixos: políticas, práticas pedagógicas em creches e pré escola e formação de professores. O GT proposto apresenta uma oportunidade para: professores, alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e professores atuantes na Educação Infantil construírem vínculos, promover intercâmbios e socializar experiências e estudos que buscam a disseminação do conhecimento e melhor compreender a criança pequena. Pretende-se assim promover e organizar por meio do GT proposto, atividades como a seleção e a avaliação dos trabalhos que serão apresentados no evento de acordo com os critérios selecionados pela comissão organizadora do X SINCOL - Simpósio Nacional de Educação e IV Colóquio Internacional de Políticas Educacionais e Formação de Professores, bem como realizar a mediação e conduzir o debate das apresentações. Os trabalhos aprovados serão apresentados no formato de Comunicação Oral, divididos em duas sessões a serem compostas pelo total de no máximo 20 trabalhos. Dentre outros objetivos, a coordenação do GT pretende elaborar uma síntese que será socializada junto aos participantes no final do evento, e o envio posteriormente de um artigo cientifico, contendo a análise e as sínteses das atividades realizadas.
Prof. José Carlos de Melo
Prof. Maria Odete Tenreiro Vieira