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Grupos de Trabalhos

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Tecnologia e inovação: processo de ensino/mediação e aprendizagem em foco

Neste contexto de mudanças profundas no âmbito econômico, político e educacional, de um olhar voltado para uma visão global de um mundo estruturado na percepção da complexidade, se integram o analógico e o digital, o real e o virtual, o humano e a máquina, o offline e o online, coabitando nas diversas formas de educar e educar-se. O uso das tecnologias está, cada vez mais, presente na sociedade e nas instituições educativas, levando à necessidade de focar as discussões de forma inter/pluridisciplinar, nas diversas áreas e cursos que se envolvem em busca de uma inovação educacional. Fala-se no nativo digital, gerando a necessidade de se voltar para uma Pedagogia que rompa com paradigmas da linearidade, da racionalidade técnica, das generalizações e se pratiquem pedagogias emergentes, metodologias inovadoras e no impacto que estas podem ter no desenvolvimento de competências nos cursos de formação de profissionais para o milênio que se inicia (neste século XXI). Diante de um quadro em que os professores estão ainda migrando do analógico para o digital (migrantes digitais) e a nova geração nasce vivenciando experiências com a tecnologia digital (nativos digitais), é imprescindível que se busque desenvolver discussões e produzir conhecimentos que promovam uma educação inovadora, em que professor e aluno falem a mesma linguagem, dialoguem e problematizem a realidade, sendo parceiros do processo de ensino e aprendizagem, por meio do protagonismo do aluno na construção de sua autonomia. Neste contexto, objetiva-se promover reflexões acerca das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) voltadas para o processo de ensino e aprendizagem na universidade, tendo por base a inovação educacional, estabelecendo a seguinte questão: como as Instituições de Educação Superior (IES) estão desenvolvendo seus projetos voltados para a inovação educacional com uso de TDIC? Objetiva discutir as novas tecnologias com foco na aprendizagem do aluno, as políticas das IES quanto aos novos olhares que incluem a inovação educacional como proposta para o desenvolvimento de metodologias que promovem um processo de ensino e aprendizagem, tendo o aluno como sujeito ativo na construção do conhecimento. Assim, por meio de uma abordagem qualitativa, este grupo contempla estudos diversos, investigações realizadas por pesquisa bibliográficas e de campo, ensaios e reflexões relacionadas à temática Tecnologia e Inovação no âmbito da Educação, nas modalidades presenciais e a distância e seus impactos nos diferentes níveis (social e educacional). As discussões sobre a complexidade, as novas tecnologias, os nativos digitais e a necessidade da inovação apoiam-se em Morin (1995, 1996), Moran (2000), Prensky (2001), Nascimento (2009), Moreira (2018), entre outros que tratam sobre a necessidade de reaprender a conhecer, a comunicar-se, a ensinar e a aprender e a integrar o humano e o tecnológico, compreendendo a necessidade de repensar a relação entre modelos pedagógicos, novas tecnologias e metodologias inovadoras que promovam um efetivo processo de ensino e aprendizagem para a produção do conhecimento reflexivo crítico.
Prof. Teresinha de Jesus Araújo Magalhães Nogueira
Prof. Maria da Glória Soares Barbosa Lima
Prof. Lívia Veleda de S. Melo
A inovação no âmbito educacional: a análise de práticas e perspectivas e a construção do conceito

Pensando a inovação para além da variante conceitual da mudança (ROLDÃO, 2001), este grupo de trabalho pretende discutir a noção de inovação a partir de um conjunto de possibilidades, encontradas pelas/nas escolas e analisadas por diferentes pesquisadores, capaz de superar limitações ou necessidades, de forma a possibilitar ou qualificar o trabalho docente e pedagógico realizado pelas instituições. Tem-se, desta forma, uma noção de inovação “a partir de dentro” (IMBERNÓN, 2013), com buscas e construções para dar conta de insuficiências ou de situações problemáticas. Ao se conceber a inovação como algo institucionalmente constituído, a primazia dos processos de pesquisa também se estabelece. Desta forma, este GT apoia-se tanto em pesquisas realizadas a partir dos elementos de inovação constituídos pelas escolas como também em projetos e iniciativas que fomentam e reforçam as práticas de pesquisa constituídas a partir das instituições escolares. Este grupo de trabalho tem o objetivo de realizar o percurso entre a rigidez e a permanência e a capacidade de alteração e de novas proposições. Ao buscar elementos nestas duas perspectivas, a ideia é justamente identificar e caracterizar as motivações das permanências e perceber as novas possibilidades de trabalho como inovações que igualmente merecem ser compreendidas em suas configurações e potências. Reforça-se, ainda, que a perspectiva orientadora da noção de inovação compreende sim a construção da eficácia. Essa dimensão, porém, não se dá pela performance, mas pela capacidade das instituições resolverem os problemas que lhes são colocados (FIGARI, 1999). Outra consideração que nos parece importante aqui diz respeito a um necessário debate ético-político-cultural que precisa ser fomentado a partir da discussão sobre a inovação que vem dominando o cenário educacional (principalmente diante do insistente - e no mais das vezes real - diagnóstico da insuficiência da ação escolar). Cada vez mais parece configurar-se esta necessidade como a única forma de tangenciarmos o foco no desempenho, no caráter normativo e na ausência da capacidade de atuação frente a demandas recebidas. Práticas e metodologias inovadoras precisam ser discutidas e consideradas desde o processo de formação docente. Não concordar com os resultados existentes não nos exime de termos a consistência necessária para debatê-los e constituir as alternativas necessárias. Termos a consciência crítica de que a atuação das escolas deixa de “requerer o estabelecimento de critérios ou ‘standards’, dimensões e níveis, regras e normas em relação aos quais compara as ‘performances’, julga a importância das discrepâncias e a sua adequação, suficiência, sucesso ou excelência. (RODRIGUES, 1999, p. 56. Grifos do autor) torna ainda mais necessário o estabelecimento de princípios ético-político-culturais que balizem tais determinações e as alinhem a princípios educacionais e não de competição de mercado. A articulação entre os conceitos de inovação, institucionalidade e de processos de gestão, à luz dos pressupostos acima elencados, pretende ser o escopo teórico-conceitual dos estudos advindos deste GT.
Profª Ana Cristina Ghisleni
Profª Caterine Vila Fagundes
Ensino Híbrido: perspectivas metodológicas em práticas educativas

O GT “Ensino Híbrido: perspectivas metodológicas em práticas educativas” aborda os estudos e práticas educacionais relacionadas ao uso das tecnologias da educação tendo como ênfase o conhecimento diante as práticas educacionais híbridas, o contexto educacional contemporâneo da cibercultura e as possibilidades metodológicas das tecnologias digitais. Objetiva-se criar um espaço interdisciplinar de saberes possibilitando também às diferentes áreas do conhecimento debater experiências, pesquisas e práticas educacionais referentes ao recorrente uso das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDICs) nos diferentes sistemas educacionais brasileiros e interamericanos. A inserção tecnológica tem seu espaço crescente nos contextos sociais contemporâneos em suas diferentes expressões, sendo a educação partícipe desse processo de mudanças em que as possibilidades educativas permeiam a necessidade do repensar, ressignificar e reestruturar as metodologias educacionais a partir da inserção desse debate junto aos espaços escolares e universitários. Diante a esse contexto educacional tem-se a prerrogativa de fomentar e ampliar no ambiente universitário, o debate sobre as práticas educacionais, quanto as suas possibilidades híbridas, a partir das contribuições do olhar dinâmico, contextual e colaborativo das metodologias ativas de aprendizagem.
Prof. Lucia Maria Martins Giraffa
Prof. Fernando Battisti
Prof. Eliane Balcevicz Grotto
Memes, gifs, hashtags, vídeos e todas essas coisas que os alunos ensinam os professores a fazer e a usar

Conforme dados recentes levantados pelo Projeto Alfabetismo Transmedia: un programa de investigación, do Programa Horizonte 2020 da União Europeia, liderado pelo pesquisador argentino radicado na Espanha Carlos Scolari, evidenciou-se que: para aprender, os adolescentes usam antigas estratégias em novos entornos. Na gênese desse Projeto está a pesquisa realizada por Henry Jenkins, que identificou nove zonas nas quais os jovens estadunidenses estavam fazendo coisas vinculadas, sobretudo, aos videojogos e à internet: produção; narrativa e estética; gestão social; gestão individual; gestão de conteúdos; mídias e tecnologias; ideologia e ética; prevenção de riscos; e performance. Na busca por ampliar e entender a questão levantada por Jenkins, o Projeto identificou 44 competências, dentre as quais se destaca a “produção de conteúdos” como área de maior atuação dos adolescentes: seja a escrita de textos breves, a produção de vídeos, memes e gifs, ou, até mesmo, algo de programação; e a essas competências se vincula a gestão de conteúdos, em blogs ou canais do YouTube, associada à gestão social em plataformas, como o Facebook, ou por meio de aplicativos, como o WhatsApp. Além disso, a equipe do Projeto classificou as diferentes estratégias informais de aprendizagem utilizadas pelos jovens em seis categorias: prática; resolução de problemas; imitação; jogo; avaliação; e ensino. Entendendo que os entrecruzamentos entre educação e mídias são múltiplos, mas nem sempre efetivos, propomos esse GT como espaço para a discussão dessas questões, que pode advir do relato e análise de experiências e de práticas em sala de aula, bem como de discussões teóricas, ou ainda, do estudo e análise de produções e de linguagens midiáticas que permeiam essas relações.
Prof. Rosângela Fachel de Medeiros
Prof. Rosana Fachel de Medeiros