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Teoria Crítica, Complexidade e Educação: para pensar a “dialética do esclarecimento”, a “corrosão do caráter” e a “oclusão mental

O Grupo de estudos em Teoria Crítica, Complexidade e Educação, objetiva pensar e discutir a pesquisa em educação ou mesmo o conhecimento e a intervenção em educação na interface da relação entre conhecimento, educação e sociedade. Para tanto, tematiza as contribuições fundamentais dos aportes teóricos da Teoria Crítica (Escola de Frankfurt), incluindo os aportes que fazem dela alguns pensadores contemporâneos em seu diálogo com o pós-estruturalismo (tal como Zygmunt Bauman e Richard Sennett), bem como os aportes teóricos da Teoria da Complexidade (Edgar Morin) e da Teoria Hermenêutica (Hans-Georg Gadamer). O GT assume com centralidade a ideia de pensar a problemática educacional na interface da crise da racionalidade moderna e da emergência da tradição pós-moderna em tempos de capitalismo tardio. Busca analisar limites e potencialidades dos aportes característicos herdados da modernidade, bem como da pós-modernidade. De forma especial, retoma a crítica da modernidade por diferentes vias, tentando compreender como ela ajuda a pensar e repensar a noção que temos de conhecimento, educação, política e sociedade e, por conseguinte de docência e de intelectualidade. O paradigma moderno movimentou-se pela busca da certeza no âmbito do conhecimento. Sob as regras da racionalidade moderna a educação assumiu os ditames do Estado-Nação declarados na intencionalidade ambivalente de construir possibilidades ora emancipatórias e ligadas com a democracia ora de subordinação e de controle ligadas ao mero ajuste com a métrica da produtividade econômica. A crise da racionalidade moderna, de certa forma, se apresenta na contemporaneidade como uma forma de leitura sobre a modernidade em geral, a qual é considerada como uma forma de dominação que merece ser questionada. Em parte este questionamento se dá nas malhas e nas formas de um movimento que procura desenvolver uma autocrítica da razão, e em parte se dá como uma forma de crítica da própria razão ocidental. Do lado das teorias o sentimento de crise é vivido como um debate acerca das melhores / possíveis vias para pensar a relação entre educação e sociedade: continuamos operando a partir de uma crítica que pode ser denominada de moderna ou operamos a partir de uma crítica de caráter pós-moderno? Do lado experiencial ou mesmo social e cultural, os processos educativos se defrontam com o apelo consumista e a formação apressada para o suprimento da voracidade instrumentalista que o mercado instituiu como fundamento da atividade econômica, alheio ao debate ético, à segurança, à sustentabilidade e à solidariedade. Os encantos da era digital, dos impérios midiáticos, da instrumentalização científica e a anulação da ética contaminam as racionalidades dos nossos tempos líquidos e comprometem a ação educacional que navega a esmo em revoltas águas onduladas por forças dogmáticas, centralistas, doutrinárias e tecnicistas. Paralelamente ao desafio da educação/formação, desenvolve-se a urgência da compreensão do contexto atual como cultura forjada no seio capitalismo tardio/flexível, predominantemente conduzido para o privado às expensas da “merco escola”. Pensar vias alternativas ocupadas com a formação/educação humana a partir da própria condição humana e de um sentido possível para a via do esclarecimento / conhecimento, como forma de educar contra a barbárie (Theodor Adorno), a corrosão do caráter (Richard Sennett), a simplificação do mundo (Edgar Morin) e a oclusão mental (Zygmunt Bauman), parece apresentar-se como âncoras possíveis e, talvez, necessárias no constituir velejares criativos, conscientes, compromissados com a existência/a vida, a democracia e suas circunstâncias.
Prof. Sidinei Pithan da Silva
Prof. Claudir Miguel Zuchi
Prof. Claudionei Vicente Cassol
Internacionalização do conhecimento: concepções e ações

As discussões acerca do tema Internacionalização do Conhecimento ganharam destaque na educação brasileira muito tardiamente, embora as universidades tenham se firmado no mundo inteiro como o espaço multidisciplinar, intercultural e democrático na produção de conhecimento, o que caracteriza, sem dúvida, ações de internacionalização, as quais sempre foram realizadas por estudantes, docentes e pesquisadores na educação superior - graduações e pós-graduações. A criação do GRUPO DE TRABALHO EM INTERNACIONALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: concepções e ações vincula-se ao fato de ainda haver resistência entre pesquisadores em relação à necessidade de ações de internacionalização nos programas de pós-graduação brasileiros. No entanto, as ações que visam à internacionalização têm se tornado realidade na educação superior, com destaque para as pós-graduações, não apenas na perspectiva da inovação nos processos de formação de pessoas e na realização de pesquisas, mas também por se tornarem item importante nos critérios de avaliação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e, consequentemente, na distribuição e disponibilização dos recursos. A propositura para o GRUPO DE TRABALHO EM INTERNACIONALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: concepções e ações propende reflexões acerca de ações que tendem à internacionalização do conhecimento na educação brasileira, tencionando as perspectivas teóricas, conceituais, impositivas e meritocráticas acerca do termo internacionalização, além de se fazer espaço de socialização de projetos, pesquisas, ações individuais, coletivas e institucionais, ativas ou passivas, apoiadas ou mesmo propostas pelos diferentes órgãos da administração pública, agências ligadas à educação, ciência e tecnologia ou Instituições de Ensino Superior (IES). A Coordenação do Grupo de Trabalho Internacionalização do Conhecimento: concepções e ações dedicará atenção especial aos trabalhos que propuserem reflexões crítico-reflexivas-propositivas em consonância com estudos atuais acerca do tema e dos modos e modelos de internacionalização no ensino superior (graduações e pós-graduações) em suas diversas modalidades e forma de organização. O GT tem como expectativa receber artigos que abordem a temática da Internacionalização do Conhecimento a partir da perspectiva das ações solidárias e interculturais, abordando questões educacionais e suas relações com as dimensões sociais, políticas, culturais, ambientais e econômicas. O GT espera ser um espaço multidisciplinar de diálogo sobre a temática em questão com ênfase nas inovações, políticas e ações de internacionalização do conhecimento. Serão aceitos até vinte trabalhos por sessão. A apresentação terá a duração de até trinta minutos, dos quais vinte minutos serão destinados para a apresentação do trabalho e dez minutos para os debates. Descritores: Políticas Educacionais; Ensino Superior; Internacionalização do Conhecimento; Redes Colaborativas.
Prof.Célio Alves Espíndola
Prof.Oto João Petry
Prof. Edna Menegatti
Gestão de periódicos científicos: possibilidades, perspectivas e ações

A produção docente brasileira em Programas de Pós-graduação vem, cada vez mais, sendo avaliada através da publicação de artigos nos periódicos medidos pelo Qualis. Para além da discussão sobre as exaustivas exigências de produtos cientificamente divulgáveis, intensifica-se a importância da gestão dos periódicos científicos que suportam o conhecimento e a reflexão sobre a Área de Educação, já que submetidos estão às normativas dos Indexadores. Os parâmetros do Qualis periódicos na Educação remetem-se à indexação das revistas em bases como Educ@; Scielo BR; Scopus; Redalyc; DOAJ; IRESIE; BBE; LATINDEX e Clase. Assim, a proposta do presente Grupo Temático é acolher pesquisas e reflexões sobre a Gestão de Periódicos; sobre os processos de fixação e avaliação de indexadores e fator de impacto para as revistas; o movimento pela internacionalização dos veículos editoriais, incluindo o uso de língua estrangeira e eixo estratégico de diálogo para parcerias estratégicas; a crise de financiamento nas agências de fomento nacionais; e os processos concretos de avaliação pela CAPES. Dentro deste cenário, são bem-vindas as pesquisas exploratórias ou as experiências concretas de como profissionalizar ou formar acadêmicos na área de editoração ou no trabalho de emissão de pareceres para revistas. Enredam-se no processo de produção e gestão de periódicos científicos vários fatores: formação e qualificação de equipes; acompanhamento de processos e periodicidade; escrita e redação científica; plágio, autoplágio e similaridade; ética e técnica de uso das plataformas; acesso aberto e a gratuidade ao conhecimento científico; cobrança de procedimentos para publicação em acesso aberto; Impacto e Índice h. Fatores que determinam a decisão editorial da equipe gestora e afetam autores e programas de Pós-graduação, exigindo espaços de discussão interna, com os órgãos reguladores e com a comunidade acadêmica nacional.
Prof. José Luís Bizelli
Prof. Doutor Sebastião de Souza Lemes
Prof. José Anderson Santos Cruz.