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Movimentos Sociais e Educação Não-Formal: limites e possibilidades na formação humana

As análise que versam evidenciar as contribuições dos movimentos sociais em projetos societários apontam para a promoção e emancipação humana nas relações políticas, sociais, econômicas e de educação enquanto lutas, ora de caráter reivindicatório, ora como formas de resistências e intervenções. A autora Maria da Glória Gohn argumenta a ampliação de direitos sociais, econômicos e culturais a partir das pautas e atuações dos Movimentos sociais, inclusive, as que se referem ao campo da educação, mesmo que não independentes das outras, são derivadas das mobilizações e organizações em prol da formação humana, contraditoriamente, a educação pautada pelo capital, conforme argumenta Gaudêncio Frigotto. Entretanto, a inter-relação dos atores sociais tornar-se-ia evasiva se não mediadas pela compreensão do trabalho humano, como criação intelectual e material, num contexto de coletividade e organização social, no qual a educação é um elemento imprescindível nas análises do histórico social concreto, com finalidades sócio-políticas. Já que o emancipatório a partir de Karl Marx está vinculado a base material do trabalho, não como exploração e mais valia, a partir do qual prepondera o capital regrado pelas leis do mercado explorador, a formação humana em sua totalidade e concretude se faz e se constitui nessas contradições, nas quais o exercício intelectual aparece como uma ferramenta de análise, consciência, das quais os movimentos sociais têm sido atores primordiais. Nesse mesmo movimento, a educação não-formal nas relações cumprem alguns princípios diferentes daquelas de caráter assistencialista, principalmente quando ancorada na formação humana enquanto busca da superação das contradições da exploração, da opressão, da violência e da discriminação, entre outras práticas que degradam a vida. Nesse sentido, o GT busca reunir trabalhos que contribuem com os debates nas práticas educativas e movimentos sociais, na perspectiva da formação humana, como acesso e apropriação dos conhecimentos em processos de educação diversas. Estes, por sua vez, como forma de problematizar, questionar e intervir, assentados na realidade concreta/material, das quais derivam estudos que buscam compreender e intervir nessa realidade mediada pela educação, assentada nas práticas sociais historicizadas pela práxis. Visa-se contemplar nesses debates temáticas relacionadas à cultura(s), identidade(s), cidadania, emancipação de populações do campo e da cidade, advindas de contextos de vulnerabilidade, pobreza, opressão, exploração e discriminação. Objetiva-se nesse sentido: discutir a educação não formal e os movimentos sociais como possibilidade educativa na contemporaneidade; abordar as práticas educativas desenvolvidas pelos movimentos sociais, os avanços e as possibilidades existentes no contexto da formação humana; debater sobre questões inerentes a cultura, identidade e movimentos sociais no contexto educacional não formal.
Prof. Iara Aquino Henn
Prof. Francieli Fabris
A Judicialização dos conflitos escolares e a religiosidade na escola: controvérsias atuais do contexto educacional brasileiro

Pesquisadores e políticas públicas educacionais no Brasil e no mundo têm destacado a importância de se explorar a pluralidade de pensamentos acerca de questões controversas. A partir dessa necessidade esse grupo de trabalho tem como objetivo debater sobre as concepções e as abordagens de temas controversos que desafiam o processo de ensino e aprendizagem na educação básica. Busca-se uma articulação entre a temática da judicialização dos conflitos escolares e as diversas concepções religiosas presentes nas escolas. Defendemos que essas duas questões são controvérsias, uma vez que desafia toda a comunidade escolar a debater e construir um posicionamento a partir do debate. Compreendemos a judicialização como um fenômeno caracterizado pela dificuldade das instituições escolares em compreender/mediar conflitos originários do cotidiano escolar. Tal dificuldade tem como consequência o encaminhamento de casos de violência para instituições fiscalizadoras (Conselhos Tutelares - CTs) e/ou instituições jurídicas (Juizado da infância e da adolescência e Ministério Público). Para a escola, dependendo da gravidade do conflito, a judicialização é uma decisão contraproducente, pois pode resultar na perda de autonomia e na invasão do espaço escolar por uma cultura jurídica não sensível às relações escolares. Todavia, determinados casos de violência exigem a judicialização, uma vez que a própria escola não possuí mecanismos e responsabilização por situações que extrapolam sua função civil de instituição educacional. Logo, a controvérsia se estabelece no momento em que é preciso definir que casos de conflitos/violências devem ser judicializados. O mesmo problema está presente no debate sobre concepções religiosas na escola. A polêmica do ensino religioso nas escolas públicas brasileiras aparece associada a novos elementos, incluindo pela primeira vez discussões ligadas não apenas a cidadania e liberdade religiosa, mas também ao confronto entre os pontos de vista criacionista e evolucionista, relativamente novo no Brasil, com enorme potencial de crescimento. Este cenário resulta da formação de novas alianças entre grupos religiosos disputando o espaço público com defensores da laicidade. A controvérsia se coloca então nas disputas sobre o que fazer quando a temática religiosa produz situações de conflitos no ambiente escolar. Este GT busca receber contribuições de professores, pesquisadores e gestores que investigam essas duas problemáticas (judicialização da escola e religiosidade na escola) como questões controvérsias. Nesse sentido, nossa proposta de discussão articula-se ao eixo temático práticas educativas e formação humana, uma vez que buscamos trazer para o debate questões relacionadas aos conflitos escolares e ao ensino religioso nas escolas públicas.
Prof. Pâmela Esteves
Prof. Pedro Teixeira
Prof. Luiz Fernando Dorvillé
Práticas de leitura e escrita: tecendo redes de humanidades

Ao longo do percurso formativo, a educação em linguagem demanda atenção do professor e do pesquisador ao processo de apropriação e alargamento do domínio da escrita e da leitura, vistas como modalidades que facultam ao sujeito elaborar suas vivências nas diferentes esferas do cotidiano. Este GT acolhe pesquisas, concluídas ou em andamento, voltadas para os processos de leitura e escrita, tais como estudos de letramento, escrita criativa, formação para e pela escrita acadêmica, práticas educativas em interface com diferentes gêneros textuais e literários, formação crítica do leitor e apropriação dos recursos lexicais e gramaticais a serviço dos projetos de dizer dos sujeitos no cenário brasileiro contemporâneo. O conjunto das reflexões concebe os fenômenos linguísticos como manifestações da formação humana, da diversidade de culturas e da interação entre elas. Assim, discute-se, em variadas dimensões e ancoragens metodológicas, a efetiva participação do sujeito na construção da autonomia linguística, formato que convoca uma experiência de enlace na e pela linguagem a fim de que se efetivem situações de comunicação e (re)signifiquem os espaços formais e não-formais de atuação do sujeito.
Prof. Márcia Elisa Vanzin Boabaid
Prof. Marluza Terezinha da Roda
Educação e cidadania: dimensões éticas e políticas da educação contemporânea

O GT “Educação e Cidadania: Dimensões Éticas e Políticas da Educação Contemporânea” pretende constituir um espaço para a discussão de temas significativos do processo educativo, indagando sobre as dimensões ético-políticas da educação e sobre as possibilidades de formar cidadãos atuantes no contexto atual. Serão acolhidos textos/comunicações que abordem: - relações entre educação e cidadania; - formação humana; - direitos humanos; - a adequação das práticas pedagógicas ao cenário atual, por meio de tecnologias e metodologias ativas; - desafios do bem viver na sociedade atual; - educação e cidadania por meio do esporte; - contribuições de distintos autores para a compreensão da educação na contemporaneidade.
Prof. Lizandra Andrade Nascimento
Prof. Daniel Rubens Cenci
Prof. Diego Roberto Morais
Prof. Lucineide Orsolin
Memória, Identidade e Cultura nos espaços educacionais formais e não-formais

A educação nos dias atuais apresenta desafios que colocam em perspectiva a problemática da memória e da identidade, tanto individuais quanto coletivas. Essas tensões quando somados ao presente imerso nas relações tecnológicas que refiguram os referenciais espaciais e temporais produzem mais ruído e dissonância à luz da perda de historicidade que carregam consigo. Os efeitos mais perversos são o adensamento da apatia mascarada de democracia digital fomentada pelas redes sociais. Cada vez mais os indivíduos e grupos sociais se enfrentam nos espaços digitais emulando conflitos do real. Assim, a memória e a identidade assumem o binômio que tenciona esses conflitos e enfrentamos produzindo uma “guerra” de significados e significantes. Nesse amplo quadro geral, a educação – tanto em espaços formais como não-formais – assume uma posição singular para produzir esclarecimento e desfazer esses nós de sentidos e significados. Certamente nosso tempo carece de maneira especial de marcos referenciais e experiências capazes de produzir e alterar esses sentidos no espaço público e privado. Dessa forma, o GT se vincula ao Eixo Temático “Práticas Educativas e Formação Humana” porque conjuga as dimensões da experiência e da formação através dos conceitos de memória e identidade, aqui entendidas como inerentes a capacidade dos seres humanos em educar-se e forjar processos, ações e experiências de ensino-aprendizagem que transcendem os espaços educacionais tradicionais (apesar de estarem também presentes nesses espaços) e interferem nas visões de mundo e sentidos de orientação que essas pessoas podem e conseguem assumir. Outrossim, debater e problematizar essas experiências pode, aos nossos olhos, contribuir para uma espécie de fenomenologia das práticas educativas que formigam pelo tecido social e são capazes de ressignificar nossas práticas formativas, estas cada vez mais atreladas à técnica e às tecnologias do presente.
Prof. Aruanã Antonio dos Passos
Prof. Willian Roberto Vicentini.
Pedagogia da participação e educação popular em (diferentes) contextos e instituições

A proposta deste Grupo de Trabalho (GT) acolhe investigações / pesquisas / reflexões (concluídas ou em andamento) que abordam práticas e experiências educativas na perspectiva do campo popular democrático. Objetiva-se focar processos em desenvolvimento e problematização de metodologias de ensino e aprendizagem em diferentes contextos e instituições no intuito de potencializar a participação como princípio educativo. Entende-se que a temática é pertinente no contexto político-pedagógico brasileiro contemporâneo, marcado pelo avanço de políticas neoconservadoras liberais, da tomada de decisões verticais, sem o efetivo envolvimento e reconhecimento das comunidades de interesse, bem como a população em geral. A proposição vincula-se ao eixo temático: Práticas Educativas e Formação Humana, na medida que se oferece um espaço acadêmico como oportunidade para alargamento de horizonte e aprofundamento de estudos, relacionados a discussões / debates que envolvem categorias como: Participação popular; Educação dialógico-libertadora; Planejamento democrático; Cooperativismo, Formação humana, e Controle Social, em diferentes níveis educativos. Parte-se do pressuposto que o diálogo sobre os rumos da educação no país, da formação humana, faz parte da vida acadêmica, até porque se ela se furtar de pensar o projeto de nação, quem terá legitimidade para fazê-lo?
Prof. Cênio Back Weyh
Prof. Hedi Maria Luft
Prof. Walter Frantz
Educação formal e não-formal e temas transversais: democracia, cidadania, gênero, cultura(as), identidade(s), movimentos sociais e inclusão.

O presente GT objetiva - por intermédio da discussão e veiculação de pesquisas no campo da Educação Formal e Não-formal - problematizar a inserção de temas transversais na formação humana para a promoção de cidadania e de sujeitos críticos e atentos à realidade contemporânea. Coloca assuntos como cultura(s), identidade(s), movimentos sociais, cidadania, democracia, gênero e práticas inclusivas como fundamentais para a construção da subjetividade e dos coletivos, por intermédio da transversalização deles em meio a conteúdos, práticas e debates educacionais. A Educação como um direito de todos/as e um dever do Estado, prevista na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 é compreendida por autores/as do campo da Psicologia Institucional e da Aprendizagem como uma prática libertadora, se o/a estudante é instigado/a a ser protagonista e partícipe de todo esse processo. Além disso, a formação da cidadania, para tais autores/as, se dá em meio a um processo de garantia de direitos e formação da consciência de deveres, em um processo de problematização constante das ações sobre o mundo e em meio às relações. Em momentos em que o cenário nacional clama por posturas ético-políticas atreladas à conscientização do papel das pessoas na formação de todo esse contexto, tais movimentos convidam a Educação e as práticas nela envolvidas a se fazer presente para a mudança do cenário atual, formado, em muitos casos, pela alienação e pelo descomprometimento com a realidade. Compreende-se também, nesse cenário exposto, que a pesquisa fomenta a construção de espaços de desacomodação de práticas institucionalizadas, formando cidadão/as críticos/as e comprometidos/as com a movimentação do pensamento e da realidade em que estão inseridos/as. O referido GT engloba, para tanto, a apresentação de pesquisas, ensaios e relatos de experiência que discorram sobre a interlocução entre temas transversais (como inclusão, gênero, cidadania, democracia, identidades(s), cultura(s), movimentos sociais) e a Educação. Tal diálogo tem a pretensão de formar uma ação interdisciplinar, que possa englobar diversos campos e áreas do conhecimento, entendendo a Educação como um fenômeno que transversaliza todas as práticas humanas e que possui potencial para a promoção de saúde, cidadania e qualidade de vida.
Profª Eliane Cadoná
Profª Josieli Piovesan
Profª. Edinara Michelon Bisognin
Formação Humana e as práticas educativas na perspectiva da educação inclusiva

Constituir um espaço de interlocução entre pesquisas, capaz de socializar e de sistematizar as experiências de trabalhos com o propósito de ampliar/ressignificar o debate teórico nos diferentes espaços de educação formal e não formal. Para tanto, o presente grupo de trabalho propõe dialogar sobre as práticas educativas na perspectiva da educação inclusiva e formação humana, recebendo trabalhos que possam apresentar relatos de experiência de pesquisadores em formação inicial, formação continuada e pesquisas em andamento ou concluídas nessa área de estudo.
Prof. Cleusa Inês Ziesmann
Prof. Jeize de Fátima Batista
Prof. Sonize Lepke
Formação humana: a arquitetura e o urbanismo para a cidadania

A arquitetura e o urbanismo apresentam linhas diversificadas quanto às suas formações nas mais diversas escolas no País. Diferenças estas, que denotam e desvelam leituras múltiplas quanto à profissão generalista do arquiteto e do urbanista principalmente no que se refere à formação humana e cidadã. Diante deste quadro e da complexidade de tais currículos, o objetivo do Grupo de Trabalho - Formação humana: a arquitetura e o urbanismo para a cidadania é discutir as potencialidades e desafios desta profissão visando um arquiteto e urbanista como agente social do conhecimento e cidadão comprometido com os rumos da sociedade civil. Desta maneira, o GT interessa abordar experiências interdisciplinares de ensino, pesquisa e extensão no campo da arquitetura e do urbanismo, no que tange questões de acessibilidade universal, racionalização de projeto, economia de energia, habitabilidade, habitações de interesse social, processo de urbanização, projeto e desenho na construção do espaço urbano. Ainda aborda as diferentes possibilidades da educação, memória, identidade e pertencimento, associando questões de ensino, aprendizagem, urbanização, territórios e produção simbólica do espaço, além da identificação, preservação e conservação do patrimônio material e imaterial, nas suas mais diversas searas (cultural, arquitetônico e ambiental).
Prof. Cristhian Moreira Brum
Prof. Tarcisio Dorn de Oliveira
Prof. Elmir Jorge Schneider