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Grupos de Trabalhos

Coordenadores

Alargamento do Cânone: possibilidades e propostas

Delimitação da temática proposta: A universidade é uma instância de legitimação de saberes. No campo dos Estudos Literários, as obras e autores privilegiados na organização curricular dos cursos de Letras e nos desenvolvimentos de projetos reafirmam posições sobre o que se constitui enquanto literatura ou não. Tal conjunto de textos valorizados contribuem para a compreensão do que entendemos como o cânone literário, essa herança de referências pelas quais formam-se a nossa sociedade e o nosso imaginário. Nos cursos superiores de licenciatura, a responsabilidade que recai sobre a instituição de ensino é a de formar professores que concomitantemente familiarizem seus educandos da Educação Básica com a tradição literária e formem leitores que sejam habituados com a prática de leitura e sejam capazes de realizarem leituras críticas. O desafio indica, entretanto, que por diversos fatores, os ingressos nos cursos de Licenciatura não estão familiarizados com o hábito de leitura e com a tradição literária. Cabe, portanto, à universidade assumir uma formação no ensino superior que forme o leitor, o mediador e subsidie uma variedade de leituras para que o professor em formação se familiarize com os mais diversos textos. Todavia, apegar-se unicamente aos textos historicamente valorizados enquanto literatura ignora tanto a produção literária contemporânea, desafiadora pois intenta legitimar-se, e obras esquecidas, que se constituem em histórias alternativas da literatura, pois dão visibilidade a autores, textos e contextos que foram esquecidos ou deliberadamente apagados. Nosso objetivo, portanto, consiste em valorizar experiências com autores e textos literários nos cursos de formação de professores que se situam à margem do cânone literário, ampliando os limites da literatura na prática docente.
Prof. Demétrio Alves Paz
Prof. Pablo Lemos Berned
Formação de professores da educação básica: perspectivas e desafios

As pesquisas desenvolvidas em diferentes perspectivas subsidiarão os debates do GT de Formação de Professores da Educação Básica: perspectivas e desafios, que justifica-se e vincula-se com o Eixo Temático “Formação de Professores” através de movimentos de pesquisa e de formação da própria prática pedagógica, considerando as dinâmicas e a dialética entre o pensar o fazer. Tem como objetivo central propiciar a interlocução entre os pesquisadores de diferentes instituições, promovendo espaços de troca e ampliando as conexões entre pesquisa e Educação Básica. Considera-se na formação de professores da Educação Básica os diferentes níveis e modalidades, analisando as práticas de ensino e a relação teoria e prática no cotidiano escolar na Educação Básica, através da formação de professores pesquisadores e reflexivos. Envolve, entre outros aspectos, questões curriculares de cursos de formação; prática de ensino e prática como componente curricular; estágio supervisionado; formação específica e formação didático pedagógica; políticas públicas de formação; Pibid; PNAIC; práticas formativas e práticas profissionais. Considera-se as proposições atuais para a formação de professores da Educação Básica, o enfrentamento das questões políticas contemporâneas a interlocução entre diversos pesquisadores fortalecem os processos de formação e da prática docente, consolidando o campo de investigação da formação de professores.
Prof. Rúbia Emmel
Prof. Alexandre José Krul
Prof. Flávia Alana Wink
Políticas e experiências pedagógicas de formação de professores e gestores da Educação Básica.

Pretende-se nesse GT socializar, refletir e discutir questões relacionadas as políticas e experiências pedagógicas de formação continuada de professores e gestores da educação básica. Mesmo com o reconhecimento qualitativo, pesquisas e amparo legal, há múltiplos desafios e dilemas para serem enfrentados no cotidiano da educação básica quando se trata da formação continuada, em especial, dos gestores. Simultaneamente, em diferentes territórios, existem experiências pedagógicas que estão mobilizando o processo formativo dos profissionais da educação. Nesse cenário, o GT será caracterizado por diálogos e debates que contemplam investigações e práticas produzidas no cotidiano dos sistemas, redes de ensino e escolas da educação básica.
Prof. Luciane Spanhol Bordignon
Prof. Eliara Zavieruka Levinski
Formação de professores para a Educação Básica: Ensino de Ciências nos Anos Finais do Ensino Fundamental

O Grupo de Trabalho (GT) tem por objetivo a discussão crítico-reflexiva sobre o processo de formação inicial de professores privilegiando estudos e pesquisas resultantes de práticas pedagógicas desenvolvidas nos Anos Finais do Ensino Fundamental, em especial na área de Ciências da Natureza. O GT pretende reunir discussões balizadas pelas temáticas (a) ensino e aprendizagem de Ciências, (b) saberes docentes, (c) articulação teoria-prática, subsidiadas por autores como Lev S. Vygotsky, Otavio A. Maldaner, Maurice Tardiff, Clermont Gauthier, Donald Shön, Kenneth M. Zeichner e António Nóvoa. Em contexto histórico-cultural-social, almeja-se pensar sobre possíveis compreensões advindas de estágios curriculares e práticas pedagógicas e/ou de ensino desenvolvidas por licenciandos/as e licenciados/as.
Prof. Sandra Elisabet Bazana Nonenmacher
Prof. Cátia Keske
Prof. Fabiana Beck Pires
Interdisciplinaridade e formação docente

A presente proposta de GT – Interdisciplinaridade e formação docente – está vinculada ao Eixo Formação de Professores. Tratar da interface entre Interdisciplinaridade e formação docente se mostra relevante na medida que possibilita a investigação histórica, didática, sociológica, bem como os fundamentos filosóficos e teórico-metodológicos da interdisciplinaridade. É necessário e urgente pensar novas modalidades de construção do conhecimento que respondam à complexidade dos problemas colocados pela sociedade e que possam ativar estrategicamente o modo como se pensa à docência universitária, as relações pedagógicas, as práticas de pesquisa, a divulgação científica. Talvez não se possa falar da ou de uma interdisciplinaridade, pois acepções conceituais são variadas, conforme o estatuto epistêmico e a distância epistemológica entre as disciplinas envolvidas, a finalidade mais um menos teórica ou pragmática dos programas de pesquisa, o público-alvo visado pela formação. No entanto, é indiscutível que o avanço das práticas interdisciplinares no ensino e na pesquisam passam, necessariamente, pela capacidade que temos de estudar sobre o assunto, pela iniciativa de propor hipóteses de investigação, pela criatividade de organizar novos currículos e pela inovação nas práticas docentes. A interdisciplinaridade pode ser considerada como um complexo e potente campo de conhecimento em construção. Apesar de ser um tema debatido e problematizado a mais de cinco décadas, sua atualidade requer uma permanente vigilância epistemológica para explorar de todas as formas seu potencial crítico e criativo. Sommerman (2015) em pesquisa realizada nos campos da educação, saúde e ambiente, destaca o aparecimento do termo como substantivo e como adjetivo. Mostrou que em livros, o termo interdisciplinaridade aparece como substantivo em 1874 e como adjetivo em 1890; em artigos como substantivo começa a aparecer na década de 1970 e como adjetivo na década de 1980. Enquanto substantivo busca nomear; enquanto adjetivo busca qualificar. É possível perceber que inicialmente os esforços estão ligados ao ato de nomear e qualificar uma nova forma de interação e articulação entre as disciplinas (forjadas historicamente na tentativa de organizar o conhecimento produzido) de modo a contribuir para o avanço do conhecimento. O presente GT tem por propósito geral investigar as potencialidades da interdisciplinaridade para reorganizar as práticas docentes no cenário da expansão das sociedades complexas e sua relação com as políticas educacionais. O GT tem também por escopo proporcionar um espaço de socialização das pesquisas e fomentar um amplo debate sobre os desafios atuais da formação docente.
Prof. Altair Alberto Fávero
Prof. Carina Toneito
Prof. Evandro Consaltér
Formação e carreiras profissionais docentes

O sistema de ensino superior (SES) viveu/vive, recentemente, um processo de expansão e diversificação institucional e de público atendido, configurando-se em complexo campo acadêmico. A qualidade do sistema, o desempenho dos estudantes e o retorno social e individual do diploma, entretanto, ainda são problemas que carecem de análises mais detalhadas. Como um ponto em comum das possíveis análises, destaca-se o principal problema a ser tratado também nesta proposta: o processo de democratização da educação superior e o valor dos diplomas obtidos. Essa relação é um indicativo importante do quanto os retornos educacionais se relacionam, mais ou menos, à origem social, ao tipo de trajetória de formação e à produção e efeitos de desigualdades sociais mais amplas. Interessa-nos entender em que medida as diferenças institucionais e sociais, cada vez mais intensas no sistema de educação superior (SES), se tornam desigualdades, considerando as condições de acesso e permanência em diferentes possibilidades de trajetória de formação nas IES, de desempenho e de transição dos estudantes para o mercado de trabalho, especificamente no campo da formação de profissionais de educação. Esta proposta se articula ao desafio central de entender o modo como se desenha os sistemas de educação superior, o quanto ele apresenta de modernidade e democratização e o quanto tem capacidade efetiva de ser o principal fator de definição dos destinos sociais de quem por ele passa, independentemente, de suas origens sociais. Todas essas questões ganham um interesse ainda maior quando nos referimos à área de formação de professores para a educação básica. Há muitos anos a formação desses profissionais foi relegada aos espaços menos prestigiados do sistema de ensino superior. Em diversos países, a expansão desse sistema ocorreu fortemente no setor privado mas também no setor público, especialmente por meio dos cursos de licenciatura que funcionaram como base importante para a inclusão de novos públicos nesse nível de ensino. O desafio desta proposta é justamente o de reunir pesquisas que permitam entender o lugar que a formação de professores ocupa no processo mais amplo de expansão do ensino superior e como isso se traduz no perfil social, na quantidade e na qualidade dos profissionais formados. Questões a serem tratadas: quem são os professores? Qual sua origem social, trajetória escolar e destino ocupacional? Os trabalhos propostos podem ter diferentes abordagens, tanto qualitativas quanto quantitativas.
Prof. Carolina Zuccarelli
Prof. Maria Ligia de Oliveira Barbosa
Prof. Gabriela Honorato
Educação, Formação Docente e Cultura Digital

Este Grupo de Trabalho (GT), que faz parte do eixo temático Formação de Professores, tem como objetivo refletir sobre a formação docente no seio da cultura digital, ampliando o debate para a discussão sobre temáticas tão relevantes na sociedade em rede, quais sejam: formação inicial e continuada de professores da Educação Básica, do Ensino Superior e de modalidades especiais, aprendizagem colaborativa, diversidade cultural e multimodal, convergência digital, ética, identidade, articulação entre ensino e pesquisa na formação docente. Com a implementação das Tecnologias Digitais (TD) em nossa sociedade, as instituições educacionais são desafiadas ao empreendimento de uma nova concepção de ensino que, efetivamente, estabeleça relação entre o conhecimento e a vida cotidiana do aprendiz. As TD têm exercido grande influência na forma de se pensar e de se compreender o mundo; nos modos de comunicar-se, de interação entre os sujeitos; de entretenimento, de aprendizagem e de manifestações culturais. Constantemente, percebemos mudanças nos vários cenários: nossas casas, bibliotecas, universidades, instituições de ensino básico e superior, que se tornaram “arquipélagos tecnológicos”, despertando-nos para a urgência de se refletir sobre a tecnotécnica e sua relação com o ser humano. Essas mudanças promovidas pelas TD, convocam-nos a discutir criticamente sobre seus desafios e suas potencialidades para a educação, para a ressignificação e ampliação das práticas de leitura e de escrita, fundadas nos princípios da pedagogia dos multiletramentos, que nos convida a repensar a formação docente e as ações pedagógicas no contexto da cibercultura, a qual nos desafia a construir conhecimentos a partir de projetos que contemplem as linguagens multimodais, multissemióticas e os diferentes modos de produção de sentidos, visando a uma política de melhoria da formação de docente, da Educação Básica à Universidade. Nessa perspectiva, tendo em vista as transformações e desafios propostos pelas TD e pela pedagogia dos multiletramentos à formação docente, este GT acolherá pesquisas, em andamento ou concluídas, que estabeleçam diálogos entre formação de professor e perspectivas teórico-metodológicas, a saber: práticas de gêneros textuais/discursivos nos processos de formação inicial e continuada de professores para a educação básica, ensino superior e modalidades especiais; leitura, produção e análise que evidenciem as tensões e o papel das tecnologias digitais como processos que contribuam para práticas significativas em sala de aula; as práticas pedagógicas no contexto da cibercultura e os modos de apreensão dos docentes sobre sua formação profissional; contribuições de práticas de letramento e de multiletramentos na construção identitária de professores. Nesse sentido, espera-se que este GT possa contribuir para uma reflexão crítica sobre a formação docente no contexto das sociedade tecnológica digital, ampliando o debate para os (multi)letramentos nos diversos âmbitos educacionais, em que ensino e aprendizagem sejam compreendidos para além da sala de aula física, portanto, relacionados aos processos de desenvolvimento humano e às possibilidades de aprendizagem oferecidas por diversas agências da cultura letrada, dentre elas as unidades educacionais, com vistas a atender às demandas das propostas educacionais no Brasil, considerando as orientações de inclusão da diversidade como princípio básico da cidadania.
Prof. Obdália Santana Ferraz Silva
Prof. Úrsula Cunha Anecleto
Prof. Sirlaine Pereira Nascimento dos Santos
Formação docente, políticas e práticas para a infância e educação infantil

Por considerar a importância de discutir mais detidamente questões que envolvem a primeira etapa da Educação Básica, esse GT busca oportunizar debates, rodas de conversas, apresentação de pesquisas, relatos de vivências que envolvam a Educação Infantil. Para tal proposta elegemos 3 eixos: políticas, práticas pedagógicas em creches e pré escola e formação de professores. O GT proposto apresenta uma oportunidade para: professores, alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e professores atuantes na Educação Infantil construírem vínculos, promover intercâmbios e socializar experiências e estudos que buscam a disseminação do conhecimento e melhor compreender a criança pequena. Pretende-se assim promover e organizar por meio do GT proposto, atividades como a seleção e a avaliação dos trabalhos que serão apresentados no evento de acordo com os critérios selecionados pela comissão organizadora do X SINCOL - Simpósio Nacional de Educação e IV Colóquio Internacional de Políticas Educacionais e Formação de Professores, bem como realizar a mediação e conduzir o debate das apresentações. Os trabalhos aprovados serão apresentados no formato de Comunicação Oral, divididos em duas sessões a serem compostas pelo total de no máximo 20 trabalhos. Dentre outros objetivos, a coordenação do GT pretende elaborar uma síntese que será socializada junto aos participantes no final do evento, e o envio posteriormente de um artigo cientifico, contendo a análise e as sínteses das atividades realizadas.
Prof. José Carlos de Melo
Prof. Maria Odete Tenreiro Vieira